FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

sábado, 11 de outubro de 2014

Pelé e Eusébio: a "rivalidade", a Calçada da Fama no Estádio Maracanã e o jogo esquecido



Eusébio da Silva Ferreira, o Pantera Negra, na minha opinião, foi o melhor jogador português de todos os tempos.Craque da cabeça aos pés, colocou o futebol português no mapa do planeta futebol com as suas extraordinárias atuações na Copa de 1966.



Desde a década de 60, muitos tentaram, e ainda hoje tentam "igualar" Eusébio com Pelé, como tentaram fazer mais tarde nas décadas seguintes com outros astros que foram aparecendo, como por exemplo Cruyff, Maradona, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e atualmente Messi...

Mas os títulos e o confronto direto revelam a clara superioridade do Rei...vejamos os números:

Nos 12 jogos relacionados abaixo em que as duas lendas se enfrentaram um ao outro (os jogos que tem fundo amarelo são acompanhados de vídeo), 
Pelé tem 7 vitórias contra 3 vitórias de Eusébio.

*1 - mais abaixo no "jogo esquecido" de 1975 nos Estados Unidos da América, 
o time de Eusébio venceu na disputa de penalties, mas o jogo terminou empatado.

*2 -Nos dois jogos entre o Cosmos x Toronto em 1976, uma vitória para cada lado, 
mas não se sabe com certeza se Pelé e Eusébio jogaram um contra o outro.
Se jogaram, Pelé fica com 8 vitórias contra 4 de Eusébio).

Nos títulos, Pelé tem 37 títulos oficiais contra 19 de Eusébio.

15/06/1961 – Santos 6 x 3 Benfica – Local: Paris – Torneio de Paris


6/5/1962 - Brasil 2 x 1 Portugal - Local:Estádio do Pacaembu em São Paulo - Amistoso ( com narração original da época )



9/5/1962 -Brasil 1 x 0 Portugal - Local: Maracanã no Rio de Janeiro - Amistoso

19/09/1962 – Santos 3 x 2 Benfica – Local: Maracanã – Mundial Interclubes
(com a narração original da época)


11/10/1962 – Benfica 2 x 5 Santos – Local: Lisboa – Mundial Interclubes
(reportagem do Canal 100, com narração original da época) 




(No vídeo abaixo, a narração original da Radio Nacional do Rio de Janeiro, 
que transmitiu  o jogo ao vivo para o Brasil)


21-04-1963- Portugal 1 x 0 Brasil - Local: Estádio Nacional (Lisboa) - Amistoso



24/5/1965 - Portugal 0 x 0 Brasil - Local: Estádio das Antas, Porto - Amistoso

19/07/1966 - Brasil 1 x 3 Portugal - Copa do Mundo 1966, na Inglaterra

VERSÃO PORTUGUESA

VERSÃO BRASILEIRA

21/08/1966 – Santos 4 x 0 Benfica – Local: New York – Torneio de New York
(Narração original da época)


18/08/1968 – Santos 4 x 2 Benfica – Local: Buenos Aires – Torneio Pentagonal de Buenos Aires

01/09/1968 – Santos 3 x 3 Benfica – Local: New York – Amistoso

Julho de 1975 - Boston 1 x 1 Cosmos - Local:Boston (Boston de Eusébio venceu na disputa de penalties. Reportagem deste "jogo esquecido" mais abaixo)

Em 1976, aconteceram 2 jogos entre o NY Cosmos x Toronto Metro-Stars-Croatia.
Em 18/6/1976, em Nova York, o Cosmos venceu por 3 x 0.  

Em 7/7/1976, em Toronto, o Toronto venceu pelo mesmo placar ( 3 x 0 ) , mas não se sabe se Pelé e Eusébio jogaram um contra o outro nestes dois jogos. 

9/4/1977 - Las Vegas Quicksilver 1 x 0 NY Cosmos - Local: Las Vegas



Eusébio foi o primeiro estrangeiro imortalizado na calçada da fama do Maracanã


Maior jogador da história do futebol português, Eusébio faleceu em 5 de janeiro de 2014
Porém, as marcas de seus pés, que tantas alegrias deram aos fãs de futebol dos anos 60 e 70, 
foram imortalizadas no estádio mais tradicional do planeta: o Maracanã. 
O Pantera Negra, carrasco brasileiro na Copa do Mundo de 1966, foi o primeiro estrangeiro a ter as suas pegadas eternizadas na calçada da fama do estádio brasileiro.

A cerimônia aconteceu em 2004, um dos muitos anos em que Eusébio visitou o Brasil. Antes dele, somente jogadores brasileiros haviam sido homenageados na calçada da fama. Até hoje, além do português, apenas cinco futebolistas nascidos fora do País foram congratulados com tal honraria: o chileno Elias Figueroa, o paraguaio Romerito, o alemão Franz Beckenbauer, o sérvio Dejan Petkovic e o uruguaio Ghiggia.
AFP
Em 2004, Eusébio se tornou o primeiro não brasileiro a ter a marca de seus pés imortalizada no Maracanã; Ele se emocionou ao ver que estava ao lado da de Pelé
No momento da homenagem, Eusébio ergueu uma bandeira brasileira e, ao verificar que a marca de seus pés ficariam ao lado das de Pelé, emocionou-se. “Estou muito satisfeito com essa homenagem, porque está sendo feita fora do meu país e no Maracanã. É um dos melhores estádios do mundo e o único que eu joguei diante de 190 mil pessoas. Sinto-me orgulhoso de ter jogado aqui, no templo do futebol”, disse, instantes de deixar a marca de seus pés no estádio.
Para que um jogador seja imortalizado na calçada da fama do Maracanã, é necessário, além do sucesso futebolístico, ter alguma história relacionada ao estádio carioca. E Eusébio teve algumas. A principal aconteceu em 1962, com o Benfica, quando ele ainda tinha 19 anos. O Pantera Negra enfrentou o Santos de Pelé na final das Taças Intercontinentais, competição que confrontava o melhor time da Europa e da América do Sul.
O jogo terminou com placar de 3 a 2 para o Santos, com dois de Pelé e um de Coutinho, e Eusébio não balançou as redes. No jogo da volta, em Lisboa, novo triunfo do Santos, desta vez por 5 a 2, mas o Pantera Negra deixou a sua marca no fim. Nada que o tenha desmotivado para reencontrar o Rei quatro anos depois, em 1966, na primeira fase da Copa do Mundo da Inglaterra. Eusébio anotou dois gols, liderou Portugal a uma contundente vitória por 3 a 1 em Liverpool e eliminou a até então Seleção bicampeã mundial consecutiva.
São histórias de um craque que, por muitos anos, foi considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos depois de Pelé. Um atleta capaz de levar um país com até então pouca tradição no futebol, Portugal, à terceira colocação de uma Copa do Mundo (em 1966). Um jogador que anotou 627 gols em 615 partidas durante as 15 temporadas em que permaneceu no Benfica. Que conquistou 11 Campeonatos Portugueses, cinco Taças de Portugal e uma Liga dos Campeões da Europa. Que deixará saudades, mas que teve os seus pés imortalizados no Maracanã.

VEJA O VÍDEO DA REPORTAGEM ACIMA

Jogo 'esquecido' entre Pelé e Eusébio nos EUA 
teve superlotação e invasão


1975: Pelé e Eusébio com o galês Trevor Hockey (Foto: Divulgação / NASL)
Os confrontos entre Eusébio e Pelé, vestindo as camisas de Benfica, Santos, Portugal e Brasil são clássicos e mais do que conhecidos. 

Porém, os eternos ídolos do futebol mundial também foram rivais nos EUA. Quando o brasileiro foi se aventurar no Cosmos, o Pantera Negra também foi para lá, e foram dois jogos. Um com a camisa do Las Vegas Quicksilvers, e outro mais emocionante com a camisa do Boston Minutemen.

Esta partida teve superlotação, invasão de torcida, e gols dos dois astros (o de Pelé não valeu). Foi em junho de 1975, na Nickerson Field, na Universidade de Boston. O estádio suportava 14 mil pessoas, mas tinham mais de 20 mil torcedores.





















Eusébio abriu o placar em cobrança de falta, e depois Pelé deixou o dele, mas o árbitro viu falta no lance e anulou. Por conta da discussão, a torcida invadiu o estádio para abraçar o brasileiro, e machucado, teve que ir para o vestiário, e acabou não vendo o Boston vencer na disputa de pênaltis

Pelo Minutemen, Eusébio fez apenas oito jogos e dois gols. Além de Benfica, Boston e Las Vegas, ele atuou ainda por Monterrey, Toronto Metros-Croatia, Beira Mar, União de Tomar, New Jersey Americans e Bufallo Stallions.

Pelé e Eusébio, nomes que estão gravados a letras de ouro na história do futebol,
rivais em campo, amigos fora dele, fizeram muitas coisas juntos.

As lendas foram embaixadores da MASTERCARD em 2004.

Pelé e Eusébio participam de Jogo das Estrelas, em 2010, na África
Jogo das Estrelas na África em 2010

Esta foi a última vez que estiveram juntos, num amistoso entre Brasil e Portugal nos EUA,
em 10 de setembro de 2013.
Eusébio recebeu uma camisa autografada da seleção brasileira das mãos de Pelé.


Lamento a morte do meu irmão Eusébio. Ficamos amigos na Copa de 66 na Inglaterra. Nosso último encontro foi no recente jogo entre Brasil e Portugal em Boston. Meus pêsames a seus familiares. Que Deus o receba de braços abertos.

Mourning the death of Eusébio, a brother to me. We became friends in England in the 1966 World Cup. I last saw him at the recent Brazil-Portugal match in Boston. My condolences to his loved ones. May God receive him with open arms.


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