FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pelé e U2:história curiosa com Bono, jantar com The Edge e uma revelação do baterista Larry Mullen

Afinal o 1º encontro entre Pelé e os músicos da banda irlandesa U2 não foi no Fórum Econômico Mundial 
em 2006,  na cidade de Davos na Suíçacomo foi publicado AQUImas em 1994, e em Dublin.

Essa (talvez) você não sabia: em 1994, foi dito que o U2 estava bem perto de finalmente fazer shows no Brasil pela primeira vez, trazidos nada menos por Pelé, o rei do futebol.


Segundo as informações, Pelé só poderia pensar no assunto depois da Copa do Mundo daquele ano, que aconteceu em Los Angeles. 

A Revista Bizz insistentemente pediu à Pelé na época que relatasse o encontro dele com Bono em um hotel em Dublin, mas o ex jogador estava muito ocupado, trabalhando na cobertura do evento futebolístico. 


Reza a lenda que Bono teria reconhecido Pelé e implorado para que o eterno camisa 10 da seleção brasileira desse um jeitinho do U2 tocar no Brasil.Será???:-)

Extraído DAQUI



Aqui na foto acima, vemos The Edge, o guitarrista do U2(de chapéu), que após um espetáculo da banda em São Paulo, Brasil, fez questão de jantar com Pelé e amigos.

E continuando no tema U2, voce sabe quem era o herói da infância de Larry Mullen, baterista do U2??   O próprio responde:



"Quando eu era criança na década de 70, crescendo em Artane em Dublin, Pelé era o meu herói. Quando eu dormia eu sonhava em ser um atacante completo, estando na frente, o atacante. Quando acordei, eu era o goleiro para uma banda de rock 'n ' roll.
Nunca pare de sonhar.
Agora, quebre o recorde no Samba World Record - e toda sorte para a Street Child World Cup.


Com a proximidade da Copa do Mundo 2014, que será realizada no Brasil, Larry Mullen está apoiando dois eventos: 
Street Child World Cup e o World’s Largest Samba Band.

Extraído DAQUI

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O dia em que a ONU se transformou no fã clube do Rei Pelé

Dentro de um campo de futebol, Pelé fez coisas inacreditáveis sendo a maioria dessas coisas  inigualáveis até os dias de hoje.E fora de campo, fez também coisas inacreditáveis, como parar guerras ou unir inimigos históricos, e ganhou títulos e homenagens das mais variadas instituições mundiais que poucos seres humanos podem se gabar de terem conseguido.


Esta homenagem da ONU aconteceu logo após o *jogo de despedida de Pelé, entre o New York Cosmos e o Santos Futebol Clube em 1 de outubro de 1977 em Nova York.
(*Deste jogo de despedida falarei em breve, já que este jogo faz parte das 5 Despedidas de Pelé, 
tema que vou abordar aqui no blog nos próximos tempos)

Reportagem extraída da Revista Placar de 7 de outubro de 1977, 
onde está o essencial do texto do enviado especial, o jornalista Lemyr Martins.


Sem o menor desrespeito, a palavra correta seria assanhamento:
foi assim que reagiram os embaixadores, os convidados, os funcionários no dia em que a ONU homenageou Pelé dando-lhe o título de cidadão do mundo.Foi um momento de glória e de caos:todos queriam abraçar o Rei, posar a seu lado, apertar a sua mão.Até mesmo viver um pouco da sua emoção.



Meia hora antes da solenidade em que Edson Arantes do Nascimento iria receber, na sede da Organização das Nações Unidas, um título destinado às grandes personalidades - o de cidadão do mundo -, havia uma pessoa particularmente preocupada, em meio à multidão que aguardava a chegada de Pelé.
Era Cecil Redman, um homem negro alto e forte, vice-diretor do serviço de segurança da ONU.
   - Claro que estou preocupado.Esse é um tipo de segurança a que eu e meus colegas não estamos habituados.Afinal, é a visita de um rei - um Rei do Mundo.

Era tão visível a preocupação de Redman - depois transformada em emoção - que, no auge dos acontecimentos, impediu que o carro do ex-chanceler alemão Willy Brandt estacionasse por mais de cinco minutos no local destinado aos embaixadores.

Houve um diálogo rápido e curioso entre o oficial de segurança e o ex-chefe de Estado:
-Quem chega?
-Pelé, Excelência.
-Quem?
-Pelé.
-Ah...,então me permite esperá-lo aqui?
-Tenha a bondade.


Chegou Pelé - e Willy Brandt acabou sendo a primeira personalidade a estender-lhe a mão.

Adeus, protocolo

Depois disso, muita confusão aconteceria nos normalmente calmos, pesadamente sisudos corredores e salões da ONU.A mais estranha - e até inédita - foi a interrupção sofrida pelo representante inglês.Ele suspendeu seu discurso para possibilitar a ida de vários funcionários até ao quarto andar, onde seria prestada a homenagem ao jogador brasileiro Pelé.Isso deu lugar a um gracejo do delegado mexicano: por causa de Pelé - brincou - estava destinada a ficar sem resposta uma intervenção de Andrew Young, o representante dos Estados Unidos da América.

Entre esbarrões, apelos, gritos, sussurros, Pelé foi sendo levado ao local da cerimônia.E ninguém conseguiria ouvir o discurso de apresentação de monsieur Henri Labouisse, presidente da Organização Internacional da Infância. E alguém saberá o que disse a secretária-geral da UNICEF ao entregar a Pelé o título de cidadão do mundo?O diploma com uma bela inscrição em letras góticas, dizia apenas: "Edson Arantes do Nascimento, cidadão do mundo".

Houve dificuldade para tudo. Foi difícil seguir o roteiro programado - e tanto, que metade do protocolo deixou ser ser cumprida.

Sequer houve a apresentação, meticulosamente prevista a cada um dos embaixadores.
Acreditem: nos esbarrões, misturavam-se diplomatas, convidados, gente da imprensa, funcionários da ONU.
Pelé recebeu mais de uma centena de apertos de mão - e soube muito pouco do que acontecia em torno, muito pouco sobre os que, em torno dele, se agitavam freneticamente.

O representante da Guiné-Bissau, por exemplo, sabe - como confessou - que Pelé não pôde ouvir o convite para que visitasse o seu país.Consolava-se: - O importante é que eu sei quem ele é.
Nem o representante brasileiro na ONU, João Batista Pinheiros, nem o chanceler Azeredo Silveira - que fizeram o discurso de abertura da assembléia-geral - escaparam aos empurrões. A custo, conseguiram ficar ao lado de Pelé durante a homenagem.

De improviso e em inglês, o Rei do Futebol fez o seu agradecimento.Mensagem, como sempre, voltada para as crianças. Reafirmou seu propósito de viajar pelo mundo para conseguir mais fundos para o comitê da UNICEF - que arrecadou neste ano (de 1977), só nos EUA, mais de 100 milhões de dólares.

Pelé ria tranquilo de toda a estrepolia.Dava a mão a todos.Ouvia, enfim, nomes de pessoas, de países.Para a maioria dos representantes, repetia: "Eu conheço o seu país.É lindo.Estive lá com o Santos em 19...." - sem nunca precisar o ano certo.Às vezes em inglês, outras em espanhol, um pouco de francês, respondia às frases ditas - às vezes gritadas - a seu ouvido.

Durante a cerimônia, por duas vezes os fotógrafos foram retirados, para diminuir o tumulto.Mas umas tantas vezes eram secretários, assessores de representantes que iam buscar esses fotógrafos, recém despejados, para documentar a presença dos embaixadores ao lado de Pelé.
Bolas e coisas típicas de cada país eram trazidas para os autógrafos.

Uma das pessoas mais contentes era o ministro Sérgio Correia de Costa, da representação brasileira na ONU. Tão contente que produziu uma altissonante retórica, ao dizer que "os sinos brasileiros soavam alto" dentro da ONU.Experimentado diplomata, o ministro não se lembrava de outra homenagem, dentro da ONU, com tamanha repercussão, com semelhante espontaneidade.

E. como sempre acontece por onde passa o cidadão Edson Arantes do Nascimento, teria de haver o lado cômico.Dentro da ONU, a casa onde todos, onde todas as nações - pelo menos as 159 filiadas - têm a mais ampla liberdade, para ir, para vir, para protestar, para gritar, Pelé acabou preso.Preso pela própria segurança, por Cecil Rodman e seus funcionários da segurança.

Quando os homens tentavam - porque a rigor não conseguiam - proteger Pelé, foram obrigados a encostar o Rei a um canto do hall do elevador, entrada para a sala de uma das comissões do Conselho de Segurança.Por mais de dez minutos, tiveram a exclusividade dos autógrafos.
Uma hora e quarenta minutos depois de ter entrado, Pelé retirou-se, acompanhado por diplomatas brasileiros.Estava encerrada mais uma cerimônia em sua homenagem.

Mais que mineiro e brasileiro, ganhara a cidadania universal.Emocionado como sempre.Como confessaria, dentro do elevador, à Placar:
- Olha, eu chorei de emoção quando fui campeão do mundo pela primeira vez na Suécia em 1958.Sofri muito quando tive que sair no segundo jogo contra a Tchecoslováquia em 1962.Senti muito a nossa derrota em 1966, como ri e me emocionei em 70 no México, quando ganhamos o TRI.Mas esse foi o maior título que já ganhei.Não disputei com ninguém, não precisei vencer nenhum adversário.

Emoção no banquete


Depois, não seria apenas um banquete. Não eram homens vestidos a rigor nem senhoras elegantes que estavam entre os 300 convidados na festa que houve no luxuoso salão principal do Hotel Plaza de Nova York.Foram sim, personalidades do esporte mundial que se distribuiram pelas 84 mesas decoradas com belas flores.

Uma longa noite de discursos, 32 pessoas falando sobre um assunto comum: Pelé e o futebol.Não que fosse um tema pré-estabelecido.Mas porque - como dizia o apresentador da festa e locutor da ABC - estavam perto da maior figura do esporte da bola.

Só houve elogios.E um mundo de cartões de prata, discos, troféus, mensagens especiais - como a que foi lida pelo presidente do New York Cosmos, e na qual o presidente dos Estados Unidos da América (na época), Jimmy Carter, se congratulava com Pelé pelo recebimento do título de cidadão do mundo.Mas o bonito mesmo ficou por conta do pessoal do futebol.

Os discursos de Mauro Ramos, Hideraldo Bellini e Carlos Alberto Torres - os capitães das 3 copas vencidas pelo Brasil (até aquela altura) - tinham o inevitável cheiro de saudade da grandes conquistas.Conquistas que, insinuaram todos, eram devidas em maior parte a Pelé.

Depois, Bobby Moore, capitão e campeão pela Inglaterra em 1996.
Para dizer, com emoção bem visível que Pelé sempre foi um vencedor.E que a sua admiração maior vinha disto: Pelé, com grandeza, cultuava a vitória, sem menosprezar os vencidos.

Franz Beckenbauer, afirmou que não estava simplesmente fazendo um elogio - mas uma confissão."Mesmo tendo levantado uma Taça - que não foi a Jules Rimet, porque essa glória Pelé não me permitiu - de campeão do mundo, mais a de tricampeão da Europa pelo Bayern de Munique e a Taça da Europa de Seleções, nas se pode comparar à felicidade de ter Pelé a meu lado, de jogar com ele no mesmo clube.E essa seria a maior felicidade para qualquer jogador de futebol".
*Nota do autor:Para quem ainda não sabe quem são Franz Beckenbauer e Bobby Moore, eu explico:
são "apenas" considerados os dois melhores beques centrais da história do futebol:-)

Há mais texto após as palavras de Beckenbauer, mas o essencial da reportagem está aí acima.
Para quem quiser ler o resto do texto, pode ampliar as imagens das páginas originais da Revista Placar aqui abaixo:



Já notaram o que está escrito no CARA OU COROA em fundo azul e letras brancas na foto acima?:-)

"Depois do último jogo de Pelé nos EUA, não haverá mais cara-ou-coroa
o tradicional sorteio antes dos jogos de futebol.
Todo árbitro usará - além do apito, caneta, papel, cartões - uma moeda especialmente cunhada para o sorteio da escolha do campo ou até para o desempate.
Será a moeda Pelé. De um lado, a face do jogador, do outro lado, a camisa 10.
A determinação vale até para jogos de colégios e universidades.E foi oficializada pela Liga de Futebol Norte-Americana."

A moeda Pelé.
Não é inacreditável?:-)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Os 5 maiores esportistas de todos os tempos, segundo a BBC-Newsround da Inglaterra

AS 5 MAIORES ESTRELAS DO ESPORTE 
de todos os tempos
Tendaulker beijos capacete na pontuação século 100

Cricket lenda Sachin Tendulkar considerado por muitos como o melhor jogador de críquete de todos os tempos.

Assim, a partir do basquete ao boxe, do futebol ao tênis, a BBC-Newsround escolheu as 
cinco maiores estrelas de alguns dos outros grandes esportes do planeta.

5. Michael Jordan

Michael Jordan bate uma bola de basquete em uma rede
O nome mais famoso do basquete americano, 
Michael Jordan saltou para a fama através de uma combinação de estilo e estatísticas. Medalhista de ouro olímpico por duas vezes e seis vezes campeão da NBA
ele é amplamente considerado como o melhor basquetebolista de sempre. 
Ele ainda detém o recorde da NBA dos pontos mais altos em média por jogo (31pts), 
e o recorde de jogos consecutivos (840!)!!!
Michael Jordan também foi uma das primeiras estrelas do esporte 
a ter sua própria marca. Seus tenis de basquete Nike Air Jordan e roupas, 
que foram lançados em 1985, ainda são populares hoje em dia.

4. Nadia Comaneci

Nadia Comaneci in 1976
No ano de 1976 nos Jogos Olímpicos de Verão em Montreal, 
a romena Nadia Comaneci se tornou a primeira mulher na história da Olimpíada moderna
 a marcar um 10 perfeito para sua atuação na ginástica nas barras assimétricas
Nada mal, considerando que ela tinha apenas 14 anos na época. 
A pontuação perfeita foi tão inesperada que o placar não tinha a nota 10,00 
por isso teve de ser exibido em 1,00. 
Comaneci ainda detém o recorde de ser a mais jovem ginasta campeã olímpica de sempre.

3 Michael Schumacher

Michael Schumacher los 2000
Esqueça Sebastian Vettel, por um momento, 
o piloto top F1 da Alemanha ainda é Michael Schumacher
Provavelmente o maior piloto de corridas de todos os tempos, 
ele detém o recorde de maior número de campeonatos de Fórmula 1 (7), 
o maior número de vitórias em uma carreira (91) 
e maior número de vitórias em uma única temporada (14). 
Infelizmente, o seu regresso à F1 em 2010 não foi tão bem sucedida, 
mas em seu auge ele era imbatível.

2. Serena Williams

Serena Williams levanta os EUA Abrir Trophy
Nunca uma mulher dominou um esporte por tanto tempo. 
A sala de troféus de Serena Williams precisa ser do tamanho de uma casa, com a quantidade de taças que ela ganhou ao longo dos anos ... E ela ainda está jogando. 
Ela possui, 57 títulos de simples, 22 títulos de duplas, 4 medalhas de ouro olímpicas e é a única tenista a ter conseguido uma carreira de Ouro(ganhar os quatro troféus do Grand Slam e uma medalha de ouro olímpica, em ambos os simples e duplas em uma temporada ). Simplesmente impressionante.

1. Pele

Pelé chora depois de ganhar copa do mundo 1970

O maior jogador de futebol de todos os tempos e, possivelmente, o esportista mais reconhecido do mundo. Pelé não só detém o recorde mundial para o maior número de gols marcados, espetaculares 1.281 gols em 1.363 jogos
como também ganhou a Copa do Mundo três vezes com o Brasil em 1958, 1962 e 1970, 
e está frequentemente no top de todas as listas das maiores estrelas de esportes de todos os tempos... do Newsround também.

Reportagem original AQUI

Foto do dia: Jon Bon Jovi e...Pelé como cenário:-)




segunda-feira, 19 de maio de 2014

O Guinnes World Records oficializa os 1283 gols de Pelé



Demorou algumas décadas, mas em novembro de 2013, 
o Guinness World Recordsentidade internacional de certificação de recordes, 
concedeu a Pelé dois reconhecimentos oficiais por marcas jamais alcançadas até hoje por outro jogador: 
os 1.283 gols feitos pelo Rei do Futebol e as três Copas do Mundo vencidas em 1958, 1962 e 1970, 
feito inédito e nunca igualado na história do futebol.


Pelé foi o grande homenageado da noite na tradicional festa Football Extravaganza, realizada anualmente em Londres. O Atleta do Século XX também recebeu o prêmio Legends of Football (Lendas do Futebol), entregue pelo técnico da seleção da Inglaterra, Roy Hodgson.

- Um prêmio de ‘Lenda do Futebol’ e dois Recordes Mundiais da Guinness por ser o único jogador a ganhar três Copas Mundiais e por ser o melhor marcador na história do futebol. Obrigado a todos que vieram comemorar comigo. E o mais importante, foi tudo para uma causa boa – escreveu Pelé no Twitter.

sábado, 17 de maio de 2014

Pelé e Nelson Piquet

Nelson Piquet, primeiro brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1, em 1981, 83 e 87,
era amado por metade e odiado por metade dos torcedores,
pelo seu temperamento e por não ser muito simpático.
Até venceu o Troféu Limão, prêmio atribuído pelos próprios pilotos ao piloto mais azedo da F1.
Mas era um gênio das pistas...


O fato de Piquet ser tão azedo com tudo e todos pode ser explicado deste jeito:

Nelson Piquet Souto Maior, filho de Estácio Souto Maior, ministro da saúde do governo João Goulart, iniciou no automobilismo literalmente contra a vontade do pai. Apesar da família rica, Piquet teve de trabalhar muito duro e sua ascensão se deu por meio da ajuda de amigos brasilienses. Os patrocinadores até existiam, mas não eram numerosos. Na Europa, Piquet morava em motorhomes e vivia de sanduíches. Não por acaso, seu esquema de assessoria de imprensa era basicamente nulo. A única coisa que segurava o piloto no Velho Continente era seu talento e sua vontade de chegar à Fórmula 1.
E as desavenças com os jornalistas começaram a partir daí. Nelson Piquet disputava campeonatos de Fórmula 3 no mesmo período que outro brasileiro, Chico Serra. Como Serra tinha mais patrocinadores, dinheiro e conselheiros ao redor, ele podia pagar para que jornalistas, principalmente os paulistas, registrassem seus feitos nas publicações brasileiras. Nelson não podia dispor desse artifício. O mais engraçado é que os resultados de Piquet chamavam muito mais a atenção, mas mesmo assim a mídia insistia em destacar Serra. Era comum ler uma manchete como “Serra chega em 6º na F3″ em uma corrida vencida por Nelson Piquet. Não havia como Piquet ter uma boa relação com a mídia, tanto que nos seus primeiros anos na Fórmula 1, ele sempre respondia a um pedido de entrevista com um “vai me pagar quanto?”. Não acreditam? As informações acima foram retiradas do site oficial do autódromo de Interlagos.
Piquet na última corrida daquela temporada, já não podia ganhar o título, mas ajudou seu companheiro de equipe a vencer o campeonato contra Serra.Como sempre soube afinar motores muito bem, Piquet ainda pegou nas melhores peças do seu carro e colocou no carro do seu companheiro. Ajudou os mecânicos da equipe em tudo o que pôde, desde a montagem, regulagem, afinação do motor, enfim tudo. E assim se vingou de Chico Serra...e da imprensa:-)
Naquela época no Brasil, época em que os pilotos brasileiros eram sempre favoritos ao título, havia divisão de torcida:de um lado estavam os que torciam por Piquet, conhecidos como piquetistas e do outro lado os sennistas, e muitos bate-bocas e discussões ocorriam com frequencia na imprensa e entre os torcedores.
Piquet e Senna nunca foram grandes amigos, e as disputas na pista, e fora delas, enchiam páginas e mais páginais de jornais, e esquentavam debates nos programas esportivos na TV.
Por incrível que pareça, esta é a única foto na net em que Piquet aparece ao lado do Rei.
À esquerda, Zico, numa conferência de imprensa sobre o esporte brasileiro em geral.
Piquet já foi citado neste blog AQUI, quando foi ao Maracanã com 10 anos de idade ver um jogo do Torneio Rio-São Paulo entre o seu Vasco da Gama e o Santos...e Pelé estragou-lhe o dia:-)

E aqui abaixo vale a pena ler um excelente texto extraído do livro "Os Arquivos da Fórmula 1" em artigo publicado por LEMYR MARTINS sobre os 2 tricampeões de F1.
Uma bandeira, dois pilotos

Piquet e Senna: 6 títulos mundiais, 64 vitórias e 89 pole-positions.

Jamais entendi por que o país se dividiu na idolatria entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Seria anormal a identificação com a espontaneidade - às vezes até azeda - de Piquet, ou a admiração pelo recato - até inexorável - de Senna com os fãs. Mas surgirem legiões anti-Senna ou anti-Piquet, sendo ambos tricampeões e brasileiros, é, no mínimo, algébrico.

Eu, que estive em minoria como fã dessa dupla fantástica, acho que, mesmo inconsciente, foram eles que animaram essa divisão com os dardos de suas pirraças particulares. E, ironicamente, quanto tivemos a maior força na Fórmula 1 nas pistas do mundo.

Leia o resto desta reportagem AQUI

Eu torcia pelos 2, torcia pelo Brasil, torcia que sempre estivessem em 1º e 2º,
independente de quem chegasse em 1º ou 2º:-).
Fui um felizardo, pois vi ao vivo pela TV os 8 títulos brasileiros da Fórmula 1.
Se tivesse que escolher entre Nélson Piquet, Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, escolheria....

Feeling the need for speed

PELÉ:-)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Pelé e Bono Vox, as estrelas maiores do World Economic Forum 2006


Pelé é o eterno camisa 10 da seleção brasileira de futebol. O cantor Bono Vox é um dos líderes de um grupo de celebridades que usa sua fama para melhorar o mundo. Os dois craques se encontraram no Fórum Econômico Mundial 2006, em Davos, na Suíça, onde líderes dos países mais ricos e artistas de Hollywood como Angelina Jolie e Brad Pitt estiveram reunidos para discutir e economia mundial e uma forma de ajudar os países subdesenvolvidos. 
Segundo a Folha Onlinedurante o evento o cantor fez comentários sobre os shows do grupo no Brasil. Bono disse que adora São Paulo e que acha o Brasil um dos países católicos mais excitantes.


Em 26 de janeiro de 2006, a France Press escreveu assim:

Pelé foi a grande estrela de um seminário de defesa do esporte como instrumento de integração social.


Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, defendeu nesta quinta-feira o futebol como instrumento de paz e integração social durante o Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).

"Como uma bola pode mudar o mundo" era o título do seminário do qual Pelé participou ao lado dos presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge.



"Represento os jogadores e esportistas de todo o mundo", disse Pelé. "É a primeira vez que se debate o futebol e os esportes na presença de um jogador, que é quem faz o espetáculo", acrescentou.

Também estavam ao lado do brasileiro David Stern, comissário da NBA (liga profissional de basquete dos EUA), Charles Denson, co-presidente da Nike, e Mel Young, empresário social britânico que idealizou a "Homeless World Cup" (Copa do Mundo dos sem-teto).

Além de listar grandes princípios sobre os benefícios do esporte, Pelé contou algumas anedotas sobre sua vida como jogador de futebol.



No Mundial de 1958, o primeiro de Pelé (então com 18 anos), o jovem jogador estranhou o fato de que nenhuma equipe européia tinha jogadores negros em suas equipes.

"Não há negros na Europa como no Brasil?", Pelé disse ter perguntado a outros jogadores mais experientes.

Hoje, "há negros em todas as equipes do mundo" e isso mostra o "trabalho de integração" que pode ser feito mediante o futebol, disse Pelé, que não mencionou as manifestações racistas que vêm ocorrendo em vários estádios europeus.

"Quando fizemos com o Santos uma viagem pela África nos anos 60, dois bandos que se enfrentavam numa guerra civil decidiram promover uma trégua para que a partida pudesse ser disputada", contou Pelé.


Joseph Blatter, presidente da FIFA e Bono recebe um beijo de Pelé
Bono Vox, vocalista do U2, por sua vez, já havia participado de várias edições anteriores do Fórum de Davos, e naquele ano reforçou ainda mais seu discurso em favor dos países pobres e de um fundo global de combate à Aids.

VÍDEO 

Fotos extraídas do blog julianotrentini.blogger.com.br sobre o U2,
onde mostra fotos dos elementos da banda irlandesa com as maiores celebridades mundiais.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pelé e Mandela


Não há palavras suficientes em todos os dicionários do mundo para descrever Nelson Mandela.
A sua simples figura, sempre com aquele sorriso inconfundível, emocionava a todos, 
e fazia com que todos, reis, presidentes, celebridades ou simples mortais se sentissem... 
algo minúsculos... e tivessem vontade de abraçá-lo, reverenciá-lo, ou simplesmente dizer-lhe
"muito obrigado"...
Como eu disse, não há palavras em todos os dicionários do mundo...

Madiba foi o convidado de honra da 1ª edição do Prêmio Laureus, o Oscar dos esportes, 
que aconteceu a 25 de maio de 2000 no Principado de Mônaco, e foi com esse discurso simplesmente soberbo logo abaixo desta foto, que entregou o 1º Laureus Lifetime Achievement Award da história...
para Pelé.



"Obrigado. Obrigado. Obrigado"
"Estou feliz por estar com vocês hoje à noite no primeiro Laureus World Sports Award. 
O esporte tem o poder de mudar o mundo. [Aplausos] Ele tem o poder de inspirar, ele tem o poder de unir as pessoas de uma forma que poucos mais fazem. Ele fala para a juventude em uma linguagem que eles entendem. O esporte pode criar esperança, onde antes só havia desespero. É mais poderoso do que governos para quebrar as barreiras raciais. Ele ri na cara de todos os tipos de discriminação.
Os heróis são exemplos desse poder. Eles são valentes, não só no campo de jogo, mas também na comunidade, tanto a nível local e internacional. Eles são campeões e merecem o reconhecimento do mundo.
[Aplausos]
Juntos, eles representam um ativo Hall, vigoroso of Fame. A Hall of Fame, que sai para o mundo, espalhando ajuda, inspiração e esperança.
Seu legado será uma comunidade internacional onde as regras do jogo são as mesmas para todos, e comportamento é guiado por fair play e desportivismo. Peço-lhe agora a subir e se juntar a mim em elogiando os homenageados originais no Mundo Sports Academy Hall of Fame."
[Aplausos]



Agora, é com grande prazer que apresentamos um prêmio Laureus muito especial - o Laureus Lifetime Achievement Award (prêmio pelo conjunto da obra) - dado a um atleta do mundo que exemplifica a maior virtude de esporte, honra, coragem, alegria e perseverança. Nosso primeiro homenageado é um homem que é ao mesmo tempo um exemplo para as idades e um farol de esperança para milhões.
Ele começou a vida na pobreza e subiu para o maior nível de fama. Vê-lo jogar era assistir a alegria de uma criança combinado com a graça extraordinária de um homem na sua totalidade.
Senhoras e senhores
É uma honra para mim entregar o primeiro Laureus Lifetime Achievement Award para 
Edson Arantes do Nascimento, ou como é conhecido para o mundo - Pelé..
[Aplausos]
(Pelé está em Roma nesta noite, para se juntar com outras estrelas do futebol mundial em uma partida de futebol internacional para a paz, a Comitato Partita del Cuore, e foi galardoado com o Laureus pelo convidado de honra Nelson Mandela, com quem trocou algumas palavras através de uma transmissão de vídeo via satélite.)
[PELÉ via satélite]
"Muito obrigado Sr. Mandela. É uma grande honra para mim receber este prêmio. E quero agradecer também a World Sports Academy. Todos sabem que eu estou em Roma. Estamos aqui para a paz no mundo. Lindo evento, belo jogo. Mais uma vez - obrigado Sr. Mandela, obrigado a todos por isso."
[PELÉ termina]
[Aplausos]


[Mandela]
"Parabéns para o grande Pelé. Você é um modelo duradouro para todos os atletas. De fato, para todos nós, para admirar e imitar. Obrigado e boa noite."
[Aplausos]
Senhoras e Senhores
A paz é a maior arma a humanidade tem de resolver até mesmo as dificuldades mais intratáveis. Mas para ser um agente eficaz para a paz, você tem que procurar não só para mudar a comunidade e para o mundo. O que é mais difícil é mudar a si mesmo antes de tentar mudar os outros.Somente aqueles que têm a coragem de mudar a si mesmos e saber que em todas as comunidades, sem exceção, há bons homens e mulheres que querem servir suas comunidades.



Em relação à resolução pacífica de seus problemas e que é absolutamente essencial para os líderes da comunidade e do mundo para criar um ambiente onde os bons homens e mulheres podem mostrar suas habilidades no máximo na tentativa de resolver os problemas de forma pacífica e que é por que uma lenda como Pelé e todos estes atrás de mim são os nossos heróis, nossa esperança, porque o que quer que eles façam em seus respectivos campos que estão promovendo a paz. Estes são os monarcas, são rainhas e reis, e não como resultado de hereditariedade, mas como resultado de seu compromisso pessoal e esforços. É um dos momentos mais agradáveis ​​para mim ser capaz, como convidado, participar de uma função desta natureza.
Obrigado.

[Mandela aplaudido de pé, após o discurso]

Pois é, não há palavras...receber o 1º Laureus da história entregue por este grande homem,
simplesmente não há palavras...

VÍDEO COM A 1ª PARTE DO IMORTAL E EMOCIONANTE DISCURSO DE MADIBA

PELÉ OFERECE UMA CAMISA DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA MADIBA

Madiba e Pelé, 2 dos maiores ícones da história, 
conseguiram coisas que nem os maiores diplomatas ou políticos conseguiram: 
unir, mesmo que por breves momentos, inimigos históricos.
Em vida, Mandela conseguiu que brancos e negros no seu país natal, 
a África do Sul, vivessem e convivessem lado a lado...

...e mesmo nas suas cerimônias fúnebres, conseguiu que um Presidente dos  Estados Unidos da América apertasse a mão de um presidente de Cuba...

Pelé parou e adiou guerras...conseguiu por um dia que católicos, judeus e muçulmanos esquecessem as diferenças e o ódio e vibrassem juntos num estádio de futebol...e conseguiu unir por breves instantes Arafat e Shimon Peres, inimigos históricos pedindo para tirar uma fotografia com eles, que aceitaram e sorriram...veja AQUI


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