FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

terça-feira, 28 de outubro de 2014

"...aguardamos ansiosamente a visita a Londres nesta semana do incomparável Pelé" - Rainha Elizabeth II da Inglaterra


  "Nós temos em comum, também, uma paixão por esporte e aguardamos ansiosamente a visita a Londres nesta semana do incomparável Pelé."

REPORTAGEM DA FOLHA DE SÃO PAULO

Por Irineu Machado 03/12/97 16h54 
Agência Folha 
De Londres 

Édson Arantes do Nascimento, Pelé, roubou a cena da programação desta quarta-feira da visita de Estado do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Reino Unido. O ministro extraordinário dos Esportes foi condecorado em Londres com a ordem de Cavaleiro do Império Britânico, oferecida pela rainha Elizabeth II. 

Segundo o Palácio de Buckingham, a comenda é equivalente em importância ao título de ''sir'', dada somente a britânicos. ''Como Pelé não é britânico, não podemos chamá-lo de sir'', disse um porta-voz do palácio de Buckingham. 


A ordem de Cavaleiro do Império Britânico é uma condecoração considerada inferior em hierarquia à recebida terça-feira em cerimônia fechada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o grau de Cavaleiro da Grã-Cruz da Ordem de Bath, mas é mais famosa. 


''É um prazer receber essa referência, mas quem ganha com isso, mais uma vez, é o Brasil. É mais uma vitória de nós, brasileiros, esses elogios e o respeito que eu venho recebendo. À rainha, que receba o meu beijo'', disse o ''rei'' do futebol em entrevista no campo do Chelsea Football Club. 


A rainha havia dito terça-feira em um banquete real estar aguardando a chegada do incomparável Pelé. 'Ele é o número um', disse Fernando Henrique Cardoso, sobre a homenagem a Pelé. 

A comenda, uma medalha, foi entregue a ele por oficiais da realeza. No final da tarde de quarta, Pelé ainda não havia se encontrado com a rainha, mas os assessores da rainha afirmaram que estavam tentando organizar um encontro entre os dois. 

Pelé, na época Ministro dos Esportes, com a mão na medalha de Cavaleiro do Império Britânico
com a qual foi condecorado pela rainha Elizabeth II da Inglaterra no Palácio de Buckingham.
À direita de Pelé, o então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso,
à esquerda, o Duque de Kent..

A visita do presidente e do ministro ao clube de futebol Chelsea, um dos mais populares da principal divisão do futebol inglês, foi o evento que mais atraiu a atenção da imprensa britânica e também teve a mais tumultuada cobertura desde o primeiro dia da visita, iniciada oficialmente anteontem. 


Mais de 120 pessoas, entre equipes de TV, rádio e jornais foram cobrir a visita, três vezes mais que a pomposa recepção oficial da rainha ao presidente e à primeira-dama, terça-feira. 


Fernado Henrique Cardoso e Pelé foram ao Chelsea acompanhados do duque de Kent (Edward, primo da rainha) para conhecer o programa ''Futebol na Comunidade'', que visa aumentar o grau de escolaridade de crianças desfavorecidas. A idéia é atrair alunos à educação usando o futebol. Eles atendem a um programa de educação suplementar, coordenado pelo Ministério da Educação britânico. 


Numa sala do estádio Stamford Bridge, eles se encontraram e conversaram com 26 meninos com idade em torno de 10 anos. Todos os meninos pediram autógrafos a Pelé. Foram orientados mais tarde a pedir autógrafos também do presidente. 


O programa, apoiado pelo primeiro-ministro Tony Blair, será lançado neste mês em quatro clubes. Além do Chelsea, o Arsenal, o Sheffield Wednesday e o Newcastle participarão. Eles criarão centros educacionais para atender até 50 menores entre 7 e 17 anos, com seis sessões de quatro horas semanais depois do horário escolar normal. 


Pelé disse que a idéia de usar os clubes para ajudar a sociedade é ''fantástica'' e que pode servir de exemplo para o Brasil. FHC disse que o Brasil tem intenções e programas semelhantes. 

REPORTAGEM (traduzida para o português) da Agência de Notícias 
AP (Associated Press), de 5 de novembro de 1997

Pelé recebeu mais uma honraria na quarta-feira quando foi condecorado Cavaleiro Comandante Honorário do Império Britânico pela rainha no Palácio de Buckingham, em Londres.
Pele é atualmente ministro dos Esportes do Brasil e está na Grã-Bretanha com o presidente de seu país, Fernando Henrique Cardoso em visita oficial.
Além de receber o KBE (Knight of the British Empire, Pelé também visitou Stamford Bridge a casa do Chelsea, onde conheceu uma série de jogadores colegiais envolvidos em um novo sistema de governo.
Um toque de Brasil chegou a um estádio Stamford Bridge frio, em Londres, quando a lenda do futebol Pelé acompanhou o presidente Fernando Henrique Cardoso de seu país.
A sina de Pelé desde os 17 anos de idade:
sempre cercado por uma multidão de jornalistas
Ambos eram convidados no Chelsea para o lançamento de uma nova iniciativa do futebol pelo governo britânico.

Como sempre Pelé atraiu uma multidão, especialmente porque no início do dia o homem avaliado por muitos como o melhor jogador de sempre recebeu um título de cavaleiro honorário pela Rainha Elizabeth da Grã-Bretanha.


Pelé recebeu as insígnias completas do KBE, uma cruz azul em uma fita vermelha para ser usada ao redor do pescoço e uma estrela de ouro e prata para o bolso do peito esquerdo.
Como ele não é um cidadão britânico que não pode chamar-se "Sir", mas Pelé pode usar as letras KBE após o seu nome.
Foi em 1958 que Pelé anunciou-se no cenário internacional com um desempenho virtuoso na final da Copa do Mundo na Suécia.
Frase de efeito:
"Eu acho que todo mundo tem chance, porque este torneio é um torneio difícil. As equipes que estão lá estão em um bom nível. É muito difícil dizer quem vai ganhar a Copa do Mundo. Acho que todo mundo tem chance.

CAPTION SUPER: Pele: Ministro do Desporto.
Equipas europeias têm sido apontadas como as mais prováveis para dar mais problemas ao Brasil.Mas, enquanto Pelé acredita que Inglaterra, Alemanha e Itália jogarão bem, poderia muito bem ser um "pacote surpresa" saindo da África.
Frase de efeito:
"Sim, os times africanos hoje jogam muito bem. Tem vários bons times.Eles tem estilo de jogo brasileiro. Vi dois ou três jogos, Nigéria, África do Sul e Camarões, e acho que a África do Sul é o time que está em boa forma e a Nigéria poderia chegar a uma semi-final. Eu não acho que eles vão estar na final, mas eles vão fazer um bom jogo na Copa do Mundo "
CAPTION SUPER: Pele: ministro do Esporte.
Pelé estará no sorteio para a Copa do Mundo de 1998, em Marselha, na quinta-feira, mas não participará nos actos oficiais.
Ele também provocou a ira de Havelange no início deste ano, quando ele elaborou um projeto de lei para o Parlamento brasileiro que permitem aos clubes a formar suas próprias ligas e romper com a federação.

Como já foi dito, Pelé não é Sir pela simples razão de não ser britânico,
mas Sir Pelé soa muito bem aos ouvidos e combina perfeitamente com Pelé, não acham?:-)
O vídeo de Pelé com a medalha de Cavaleiro do Império Britânico, pode ser assistido
AQUI

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pelé, 74 anos - "EL PARTIDO DEL SIGLO" e o jogo mais violento da Copa do Mundo de 1970

Continuando a homenagear o Rei Pelé pelos seus 74 anos de vida, 
apresentamos 2 vídeos espetaculares.


O 1º vídeo é o documentário biográfico falado em espanhol
 'El Partido del Siglo' 

produzido por Elias Querejeta para Sogecable em 1999
escrito por Santiago Segurola e Jorge Valdano
com a colaboração de Alfredo Di Stefano 
e a narração de Carlos Martinez.




O 2º vídeo é sobre o jogo Brasil x Uruguai
da semifinal da Copa do Mundo de 1970 no México.
Pelé e o falecido goleiro uruguaio Mazurkiewicz,
os dois principais personagens do jogo Brasil x Uruguai de 1970.

que foi considerado o jogo mais violento de todo o torneio,


O vídeo conta com depoimentos de vários jogadores que atuaram naquele jogo
que também ficou na história do futebol pelos lances antológicos do Rei Pelé.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Edison Era Antes do Nascimento....depois virou PELÉ, o REI dos REIS - FELIZ ANIVERSÁRIO pelos seus 74 anos


Foto: Não seria um feliz aniversário se eu não tivesse fãs como vocês! Muito obrigado à todos que mandaram seus votos e obrigado a Deus por mais um ano de vida com saúde!

It wouldn't be a happy birthday without having fans like you! Thank you all for sending your warm wishes and thank God for another healthy year of life!
Edson com a sua mãe, Dona Celeste:-)Foto do facebook do Rei
Há 74 anos atrás, na cidade de Três Corações, nasceu um rapaz chamado 
Edison Arantes do Nascimento...

Com o irmão Zoca
Com os irmãos
O último á direita, com os amigos de infancia, 


Foto da escola

Com os amigos Raul e Raquel (centro) e sua irmã, Maria Lúcia (à direita),
no quintal da casa de seu Lavico, de quem ganhou chuteiras para não jogar mais descalço

Cartão da Liga Bauruense de Esportes
Aos 10 anos de idade, formou sua própria equipe na cidade de Bauru,
que se chamava 7 de Setembro.Para comprar os uniformes da equipe,
ele e os amigos roubavam amendoins nos vagões dos trens e vendiam na praça da cidade:-)
1955, jogou na equipe do São Paulinho
1955, jogou na equipe do São Paulinho
Um ano depois em 1956, assinou o 1º contrato como jogador de futebol profissional, aos 15 anos de idade
6 meses depois, 1º jogo pelo time principal do Santos...e o 1º gol como jogador de futebol profissional
...a partir desta foto acima até os dias de hoje, 
o mundo todo conhece a história do Edison:-)



Hoje, o REI DO FUTEBOL faz 74 anos de idade!!!

PARABÉNS REIS DOS REIS!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pelé e Bob Kennedy


Bob Kennedy (1965) - Em visita ao Brasil em novembro de 1965, o então senador democrata por Nova York Robert Kennedy foi ao vestiário do Maracanã se encontrar encontrar com Pelé, 
após um jogo do entre o Brasil e a antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas),
a atual Rússia.



Ele esperava que aparecer ao lado do "Rei do Futebol"  o ajudasse em suas pretensões de chegar à Presidência dos Estados Unidos. A foto seria divulgada ao eleitorado negro americano como mais uma prova de que Bob Kennedy era amigo da comunidade. 




A imagem ficou ainda mais memorável graças ao fato de Pelé estar quase nu, 
coberto às pressas por uma toalha de banho e com o corpo ainda cheio de sabão. 



Bob Kennedy, seria assassinado em 1968, antes de ver seu sonho realizado...



Maracanã 1965, Brasil x URSS

Em jogo realizado no auge da guerra fria, 
o senador americano e futuro candidato a presidência dos Estados Unidos da América, 
Robert Kennedy esteve no Maracanã,  fazendo questão de abraçar o Rei Pelé no vestiário.
As duas seleções treinavam a melhor formação para a Copa do Mundo na Inglaterra no ano seguinte.
Em 1958, o futebol científico da União Soviética fora batido pelo futebol arte brasileiro.
Pelé e Garrincha  estrearam nessa copa contra o poderoso time da URSS e desde então o futebol brasileiro encantava o mundo...

Nesse jogo realizado em 21 de Novembro de 1965, o Brasil derrotava a URSS por 2x1 e o goleiro Manga, ao bater tiro de meta, mandou a bola na cabeça de Metreveli. Ela voltou para dentro do gol e o jogo ficou 2x2.

VÍDEO

sábado, 11 de outubro de 2014

Pelé e Eusébio: a "rivalidade", a Calçada da Fama no Estádio Maracanã e o jogo esquecido



Eusébio da Silva Ferreira, o Pantera Negra, na minha opinião, foi o melhor jogador português de todos os tempos.Craque da cabeça aos pés, colocou o futebol português no mapa do planeta futebol com as suas extraordinárias atuações na Copa de 1966.



Desde a década de 60, muitos tentaram, e ainda hoje tentam "igualar" Eusébio com Pelé, como tentaram fazer mais tarde nas décadas seguintes com outros astros que foram aparecendo, como por exemplo Cruyff, Maradona, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e atualmente Messi...

Mas os títulos e o confronto direto revelam a clara superioridade do Rei...vejamos os números:

Nos 12 jogos relacionados abaixo em que as duas lendas se enfrentaram um ao outro (os jogos que tem fundo amarelo são acompanhados de vídeo), 
Pelé tem 7 vitórias contra 3 vitórias de Eusébio.

*1 - mais abaixo no "jogo esquecido" de 1975 nos Estados Unidos da América, 
o time de Eusébio venceu na disputa de penalties, mas o jogo terminou empatado.

*2 -Nos dois jogos entre o Cosmos x Toronto em 1976, uma vitória para cada lado, 
mas não se sabe com certeza se Pelé e Eusébio jogaram um contra o outro.
Se jogaram, Pelé fica com 8 vitórias contra 4 de Eusébio).

Nos títulos, Pelé tem 37 títulos oficiais contra 19 de Eusébio.

15/06/1961 – Santos 6 x 3 Benfica – Local: Paris – Torneio de Paris


6/5/1962 - Brasil 2 x 1 Portugal - Local:Estádio do Pacaembu em São Paulo - Amistoso ( com narração original da época )



9/5/1962 -Brasil 1 x 0 Portugal - Local: Maracanã no Rio de Janeiro - Amistoso

19/09/1962 – Santos 3 x 2 Benfica – Local: Maracanã – Mundial Interclubes
(com a narração original da época)


11/10/1962 – Benfica 2 x 5 Santos – Local: Lisboa – Mundial Interclubes
(reportagem do Canal 100, com narração original da época) 




(No vídeo abaixo, a narração original da Radio Nacional do Rio de Janeiro, 
que transmitiu  o jogo ao vivo para o Brasil)


21-04-1963- Portugal 1 x 0 Brasil - Local: Estádio Nacional (Lisboa) - Amistoso



24/5/1965 - Portugal 0 x 0 Brasil - Local: Estádio das Antas, Porto - Amistoso

19/07/1966 - Brasil 1 x 3 Portugal - Copa do Mundo 1966, na Inglaterra

VERSÃO PORTUGUESA

VERSÃO BRASILEIRA

21/08/1966 – Santos 4 x 0 Benfica – Local: New York – Torneio de New York
(Narração original da época)


18/08/1968 – Santos 4 x 2 Benfica – Local: Buenos Aires – Torneio Pentagonal de Buenos Aires

01/09/1968 – Santos 3 x 3 Benfica – Local: New York – Amistoso

Julho de 1975 - Boston 1 x 1 Cosmos - Local:Boston (Boston de Eusébio venceu na disputa de penalties. Reportagem deste "jogo esquecido" mais abaixo)

Em 1976, aconteceram 2 jogos entre o NY Cosmos x Toronto Metro-Stars-Croatia.
Em 18/6/1976, em Nova York, o Cosmos venceu por 3 x 0.  

Em 7/7/1976, em Toronto, o Toronto venceu pelo mesmo placar ( 3 x 0 ) , mas não se sabe se Pelé e Eusébio jogaram um contra o outro nestes dois jogos. 

9/4/1977 - Las Vegas Quicksilver 1 x 0 NY Cosmos - Local: Las Vegas



Eusébio foi o primeiro estrangeiro imortalizado na calçada da fama do Maracanã


Maior jogador da história do futebol português, Eusébio faleceu em 5 de janeiro de 2014
Porém, as marcas de seus pés, que tantas alegrias deram aos fãs de futebol dos anos 60 e 70, 
foram imortalizadas no estádio mais tradicional do planeta: o Maracanã. 
O Pantera Negra, carrasco brasileiro na Copa do Mundo de 1966, foi o primeiro estrangeiro a ter as suas pegadas eternizadas na calçada da fama do estádio brasileiro.

A cerimônia aconteceu em 2004, um dos muitos anos em que Eusébio visitou o Brasil. Antes dele, somente jogadores brasileiros haviam sido homenageados na calçada da fama. Até hoje, além do português, apenas cinco futebolistas nascidos fora do País foram congratulados com tal honraria: o chileno Elias Figueroa, o paraguaio Romerito, o alemão Franz Beckenbauer, o sérvio Dejan Petkovic e o uruguaio Ghiggia.
AFP
Em 2004, Eusébio se tornou o primeiro não brasileiro a ter a marca de seus pés imortalizada no Maracanã; Ele se emocionou ao ver que estava ao lado da de Pelé
No momento da homenagem, Eusébio ergueu uma bandeira brasileira e, ao verificar que a marca de seus pés ficariam ao lado das de Pelé, emocionou-se. “Estou muito satisfeito com essa homenagem, porque está sendo feita fora do meu país e no Maracanã. É um dos melhores estádios do mundo e o único que eu joguei diante de 190 mil pessoas. Sinto-me orgulhoso de ter jogado aqui, no templo do futebol”, disse, instantes de deixar a marca de seus pés no estádio.
Para que um jogador seja imortalizado na calçada da fama do Maracanã, é necessário, além do sucesso futebolístico, ter alguma história relacionada ao estádio carioca. E Eusébio teve algumas. A principal aconteceu em 1962, com o Benfica, quando ele ainda tinha 19 anos. O Pantera Negra enfrentou o Santos de Pelé na final das Taças Intercontinentais, competição que confrontava o melhor time da Europa e da América do Sul.
O jogo terminou com placar de 3 a 2 para o Santos, com dois de Pelé e um de Coutinho, e Eusébio não balançou as redes. No jogo da volta, em Lisboa, novo triunfo do Santos, desta vez por 5 a 2, mas o Pantera Negra deixou a sua marca no fim. Nada que o tenha desmotivado para reencontrar o Rei quatro anos depois, em 1966, na primeira fase da Copa do Mundo da Inglaterra. Eusébio anotou dois gols, liderou Portugal a uma contundente vitória por 3 a 1 em Liverpool e eliminou a até então Seleção bicampeã mundial consecutiva.
São histórias de um craque que, por muitos anos, foi considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos depois de Pelé. Um atleta capaz de levar um país com até então pouca tradição no futebol, Portugal, à terceira colocação de uma Copa do Mundo (em 1966). Um jogador que anotou 627 gols em 615 partidas durante as 15 temporadas em que permaneceu no Benfica. Que conquistou 11 Campeonatos Portugueses, cinco Taças de Portugal e uma Liga dos Campeões da Europa. Que deixará saudades, mas que teve os seus pés imortalizados no Maracanã.

VEJA O VÍDEO DA REPORTAGEM ACIMA

Jogo 'esquecido' entre Pelé e Eusébio nos EUA 
teve superlotação e invasão


1975: Pelé e Eusébio com o galês Trevor Hockey (Foto: Divulgação / NASL)
Os confrontos entre Eusébio e Pelé, vestindo as camisas de Benfica, Santos, Portugal e Brasil são clássicos e mais do que conhecidos. 

Porém, os eternos ídolos do futebol mundial também foram rivais nos EUA. Quando o brasileiro foi se aventurar no Cosmos, o Pantera Negra também foi para lá, e foram dois jogos. Um com a camisa do Las Vegas Quicksilvers, e outro mais emocionante com a camisa do Boston Minutemen.

Esta partida teve superlotação, invasão de torcida, e gols dos dois astros (o de Pelé não valeu). Foi em junho de 1975, na Nickerson Field, na Universidade de Boston. O estádio suportava 14 mil pessoas, mas tinham mais de 20 mil torcedores.





















Eusébio abriu o placar em cobrança de falta, e depois Pelé deixou o dele, mas o árbitro viu falta no lance e anulou. Por conta da discussão, a torcida invadiu o estádio para abraçar o brasileiro, e machucado, teve que ir para o vestiário, e acabou não vendo o Boston vencer na disputa de pênaltis

Pelo Minutemen, Eusébio fez apenas oito jogos e dois gols. Além de Benfica, Boston e Las Vegas, ele atuou ainda por Monterrey, Toronto Metros-Croatia, Beira Mar, União de Tomar, New Jersey Americans e Bufallo Stallions.

Pelé e Eusébio, nomes que estão gravados a letras de ouro na história do futebol,
rivais em campo, amigos fora dele, fizeram muitas coisas juntos.

As lendas foram embaixadores da MASTERCARD em 2004.

Pelé e Eusébio participam de Jogo das Estrelas, em 2010, na África
Jogo das Estrelas na África em 2010

Esta foi a última vez que estiveram juntos, num amistoso entre Brasil e Portugal nos EUA,
em 10 de setembro de 2013.
Eusébio recebeu uma camisa autografada da seleção brasileira das mãos de Pelé.


Lamento a morte do meu irmão Eusébio. Ficamos amigos na Copa de 66 na Inglaterra. Nosso último encontro foi no recente jogo entre Brasil e Portugal em Boston. Meus pêsames a seus familiares. Que Deus o receba de braços abertos.

Mourning the death of Eusébio, a brother to me. We became friends in England in the 1966 World Cup. I last saw him at the recent Brazil-Portugal match in Boston. My condolences to his loved ones. May God receive him with open arms.


sábado, 4 de outubro de 2014

Despedida de Pelé - Parte 1 - Estádio Vila Belmiro

A revista já avisava: olhem bem, está acabando.

Antes de se despedir do futebol, Pelé fez 5 despedidas:
Duas pela Seleção Brasileira,
uma do estádio do Pacaembu onde reinou absoluto por 18 anos entre 1956 e 1974,
uma pelo Santos no estádio da Vila Belmiro e uma pelo Cosmos. 
Todas, sem exceção, recheadas de emoção e com estádios superlotados. 
Sem ordem cronológica, vamos mostrar as 5 despedidas do Rei do futebol,
começando pelo Estádio Vila Belmiro, casa do Santos Futebol Clube...


Hoje é 2 de outubro. O  último jogo oficial de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, em gramados brasileiros, o último jogo disputado pelo Santos. Em 2 de outubro de 1974, quando tinha 34 anos, ele fez aquela que parecia ser sua despedida oficial dos gramados (no ano seguinte, jogaria nos Estados Unidos com feras como Franz Beckenbauer no Cosmos).

Pelé, que doava seu salário a entidades carentes e começava a administrar negócios próprios, demonstrava que queria encerrar sua carreira ao final de seu contrato com o Peixe, em outubro daquele ano. Naquele período, sua média de gols era de 0,45 por partida, algo fraco, em se tratando do maior jogador de todos os tempos. Eram as últimas rodadas do primeiro turno do Campeonato Paulista, e o alvinegro da Vila Belmiro fazia uma campanha mediana. Pelé fizera somente dois gols em dez partidas do certame. 

E aquela quarta-feira, 2 de outubro, parecia perfeita para uma despedida do tamanho devido para tamanha sumidade futebolística. No domingo anterior, aconteceu seu último jogo no Pacaembu. Estádio abarrotado, mas ele deixou o campo aos 32 minutos de jogo, por sentir uma contusão. Ficava, então, a preocupação: conseguiria Pelé fazer sua despedida três dias depois? "Jogo nem que seja de muleta", garantiu o Rei. O que se viu, então, foi uma comoção nacional para a partida Santos x Ponte Preta - quer dizer, para a despedida dele.



Os ingressos esgotaram no mesmo dia em que foram postos à venda. Ônibus e carros saíam de todas as partes do país rumo à Baixada Santista. Vendedores ambulantes vendiam feito água. Mais de 250 jornalistas de todo o Brasil e do mundo deslocaram-se para cobrir este momento histórico. Ficava no ar um temor de um incidente igual ao de meses antes, quando um alambrado da Vila Belmiro cedera por superlotação. Mas a vontade de acompanhar a despedida de Pelé dos gramados brasileiros era maior que tudo. Da Torcida Jovem até seu companheiro de Seleção Brasileira, Nílton Santos, todos foram homenageá-lo. A movimentação era tanta, mas tanta, que o Rei se esquivou dos jornalistas até a hora fatal. Milhares já se colocavam em frente ao portão de sua casa, forçando-o a pular o muro lateral para despistá-los e conseguir ir na casa da sogra, indo dali para a concentração com a equipe santista. 




Com tudo isso acontecendo, ele até se esqueceu de comparecer a uma entrevista para uma revista ao lado do cantor e compositor Chico Buarque, que saíra do Rio de Janeiro de manhã cedo rumo a Santos. Mas Chico nem deu bola, como dissera: "o momento era dele".


Às 18 horas e 20 minutos, foram abertos os portões da Vila Belmiro. Num piscar de olhos, não restava lugar mais nem para minúsculas moscas, tamanha era a lotação do estádio, gerada pela importância do fato. Duas horas depois, Pelé subia pela última vez o corredor do vestiário para defender o alvinegro da Baixada pela derradeira oportunidade. Um sorriso tímido para as câmeras, nenhuma declaração na entrada em campo. O agradecimento à torcida, o recebimento das homenagens e deu. A bola ia rolar. E a bola rolou. Mas ninguém dava muita importância pro jogo em si. Santos e Ponte Preta não era o que importava. Pelé era o que importava. E ele jogava visivelmente no sacrifício. Porém, por vontade própria, pois este momento era impossível de ser perdido. Aos 15 minutos, a bola é cruzada. Ele cabeceia e Carlos, à época com 18 anos, pratica grande defesa. Mais um pouco e o arqueiro brasileiro na Copa de 1986 entraria para a história por tomar o último gol do Rei, da mesma forma que Andrada, do Vasco, que levou o milésimo gol em 1969, no Maracanã.


Mas oito minutos mais tarde, não dava mais. Pelé estava totalmente sem condições de seguir jogando. Então, dirige-se ao centro do campo, pega a bola, ajoelha-se no gramado e levanta os braços dizendo "obrigado, Deus"
Pelé foi o único jogador que paralisou um jogo de futebol oficial para fazer a sua despedida

Chegava, então, ao fim a trajetória do maior jogador de futebol da história da humanidade nos campos do país para o qual dera três títulos mundiais e um sem número de alegrias. Jornalistas e torcedores invadiram o campo. Ele tira a camisa molhada, ergue-a e inicia uma volta olímpica, livrando-se dos microfones e de tapinhas nas costas. A apoteótica despedida do Rei na casa onde fez seu nome e sua história. Na seqüência, ele voltou ao vestiário, se arrumou e deixou o estádio Urbano Caldeira num carro do Corpo de Bombeiros escoltado pela Polícia Militar. Junto, milhares e milhares de fãs apaixonados gritando "Pelé! Pelé! Pelé!".




Em entrevista à Rádio Gazeta de São Paulo, ao final do cortejo, o Rei abriu o coração: "Acho que não há mérito nenhum a gente procurar fazer o melhor. Dar o melhor de si em qualquer que seja a sua afinidade. Foi isso que eu procurei fazer durante minha carreira". Seus números não deixam dúvidas sobre o incontestável título de Atleta do Século que recebeu. Nos 18 anos em que defendeu o Santos, foram 1088 gols em 1114 partidas, média de 0,97 gol por jogo - ou seja, ele marcava praticamente um gol a cada partida. Contando apenas os títulos importantes, foram 25 no clube paulista: 10 campeonatos estaduais, quatro torneios RJ/SP, 6 campeonatos brasileiros (que na época chamava-se Taça Brasil, que Pelé venceu 5 e uma Taça de Prata), uma Recopa Mundial, duas Libertadores e dois Mundiais Interclubes.



A propósito: a partida do Santos contra a Ponte Preta, pelo primeiro turno do Campeonato Paulista de 1974, seguiu em frente. Gilson substituiu o Rei. Aos 30 minutos do primeiro tempo, Cláudio Adão marcou Peixe 1 a 0. Aos 11 minutos da segunda etapa, a Ponte preta fez gol contra, com Geraldo, o segundo dos mandantes. Na seqüência, um apagão interrompe o jogo por meia hora. Reiniciado, termina com vitória do Santos por 2 a 0. Mas não importava mais quanto acabara a partida. O que ficara mesmo, para sempre, era a despedida de Pelé dos gramados brasileiros. Nunca mais eles receberam uma expressão individual sequer semelhante.


A ficha técnica do jogo histórico é esta:
Santos (2): Cejas; Wilson, Vicente, Bianque e Zé Carlos; Léo e Brecha; Cláudio Adão, Da Silva, Pelé (Gílson) e Edu.
Ponte Preta (0): Carlos; Geraldo, Oscar, Zé Luiz e Walter; Serelepe e Serginho; Adílson, Waldomiro, Waltinho (Brasília) e Tuta.
Árbitro: Emídio Marquez Mesquita




Moeda de prata comemorativa da despedida de Pelé em 1974.






















VÍDEO 

39 anos depois, o árbitro da despedida de Pelé volta ao Estádio da Vila Belmiro

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