FILME PELÉ ETERNO

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A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Pelé seria até hoje a transferência mais cara da história se tivesse ido para a Itália em 1961

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A capa da edição dominical do Corriere della Sera de julho de 1961 é impactante. Assim como nos cadernos esportivos de cinco décadas depois, o mercado de transferências dominava a pauta do jornal italiano. E o momento era excelente para tratar do assunto. Luisito Suárez havia quebrado o recorde como contratação mais cara da história, levado do Barcelona à Internazionale por 250 milhões de liras. Um número que podia ter sido superado por Pelé. 

Inter, Juventus e Milan ofereceram 600 milhões de liras pela revelação da Copa de 1958. Algo que o próprio Rei confirmaria anos depois, em entrevista ao Corriere dello Sport: “No início da minha carreira, Angelo Moratti [então presidente da Inter] fez uma proposta, mas o Santos recusou. O clube também disse não à Juventus de Agnelli e, por isso, fiquei no Brasil”. 

O resto da história é mais do que conhecida. O Santos F.C. se aproveitou da situação ganhando taças e mais taças na década de 1960 e a própria Seleção Brasileira foi beneficiada, mantendo o craque a seu serviço durante todo o tempo.
Segundo o jornal La Repubblica, Moratti tinha dinheiro suficiente para dar um lance ainda maior e presentear o esquadrão comandado por Helenio Herrera com Pelé. No entanto, o dirigente temeu que o valor exorbitante pudesse causar repercussões negativas na sociedade italiana. Somente sete anos depois é que a marca seria batida, quando a Juventus deu 650 milhões de liras ao Varese pelo atacante Pietro Anastasi.
Mas qual o valor atualizado da proposta dos italianos por Pelé? Fazendo a correção monetária com base na libra, unidade monetária utilizada nas primeiras contratações, os números parecem irrisórios para os dias atuais: cerca de € 6,9 milhões. Considerando o que já foi gasto nesta janela, Pelé seria apenas a 95º transação mais cara de 2013/14. Léo Baptistão custou ao Atlético de Madrid € 100 mil a mais, por exemplo.
O número não quer dizer que Pelé fosse barato se jogasse nos dias atuais. Longe disso. Ele ajuda a dimensionar a valorização do atleta como mercadoria, bem como do próprio futebol como negócio. 


Entre 1961 e 2009, o recorde de transferência mais cara da história cresceu 1947%, corrigida a inflação . Se Moratti ficou receoso com a polêmica que a oferta que fêz a Pelé poderia gerar, o que ele diria se o Tottenham pedisse 10,95 bilhões de liras – ou € 120 milhões – para ceder Gareth Bale ao Real Madrid?
Pelé aos 18 anos foi cobiçado pelos
grandes clubes europeus.

Todavia, se tivesse mesmo ido jogar na Itália, Pelé até hoje teria uma marca imbatível no mercado de transferências. 

Entre o total pago por Suárez e o oferecido pelo Rei, o recorde de jogador mais caro de todos os tempos daria um salto de 140%. 

O percentual nunca foi alcançado na história – o mais próximo disso é 134%, de 1932, quando Bernabé Ferreyra assinou com o River Plate e ultrapassou a quantia estabelecida pelo Arsenal na compra de David Jack. 

Mostra de que, por mais que o conceito de mercado de transferências tenha se alterado bastante, o reconhecimento do talento é atemporal.

Nota: para ler mais sobre este assunto, clique AQUI

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