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Por Eliakim Junior, retirado do blog cinemidade.blogspot.pt
Pelé, Stallone e a Fuga para a Vitória
| Poster do filme |
Os nomes Pelé, Sylvester Stallone, Michael Caine e nazismo, juntos na mesma frase podem soar estranho, no mínimo curioso, mas imagine eles compartilhando um mesmo cenário?
Pois então, a estranheza inicial desta combinação se desfaz logo nos primeiros minutos de Fuga para a Vitória (Escape to Victory, 1982) um longa-metragem sobre aquele bom e velho futebol e ambientado em tempos de guerra.

Michael Caine interpreta Colby, um ex-jogador de futebol que agora é treinador de um time formado por prisioneiros de guerra. No campo alemão de prisioneiros onde vive, Colby é convocado pelo major Steiner (Max Von Sydow), a realizarem uma partida contra o time alemão. Claro que a proposta significa mais uma forma de ostentação nazista e uma manifestação de superioridade da raça ariana, do que a partida em si.
Vai que é tua Sylvesteeeeer!
O time de Colby é repleto de estrelas dos gramados e do cinema. Caine é o treinador. Stallone é o goleiro que está ali contra sua vontade, e tem sempre algo engraçado a dizer: “Onde eu fico na hora do escanteio?”.
Edson Arantes, o Pelé, e Bobby Moore, o lendário jogador inglês dos anos 60 e 70, capitão da Inglaterra que foi campeã do mundo em 1966, são algumas das lendas do futebol que aparecem no filme,
e mostram que sabem mais que fazer dribles e dominar a bola no pé.
Pelé, por exemplo, toca harmônica, atua e ainda dá uma aula de futebol ao “Rocky” Stallone. Ah, e só para informar aos mais desavisados, Pelé marcou 6 gols de bicicleta em toda sua carreira, e não cinco como consta nos registros oficiais.
O "sexto", ele marcou contra os alemães neste filme numa partida dramática e comovente. Acho que este belo gol fictício deve ser considerado, por que não?:-)
Cena inusitada. Pelé dando umas aulas para o Rocky.
Fuga para Vitória diverte não só por vermos grandes jogadores “brincando” de atuar, e Stallone interpretando um goleiro irregular, em um papel bem diferente do que estamos acostumados, mas também pelas lições de moral e mensagens transmitidas.
O longametragem deixa claro como a energia do esporte pode trazer mudanças às pessoas, principalmente em momentos de pessimismo e opressão, isto é evidente quando os jogadores decidem colocar em risco a liberdade, em troca de uma vitória digna, honrada.
Este filme é baseado numa história verídica,
mas o final desta história foi bem diferente do que o
final feliz que o diretor John Huston inventou para o filme.
mas o final desta história foi bem diferente do que o
final feliz que o diretor John Huston inventou para o filme.
Os verdadeiros jogadores-prisioneiros de guerra que jogaram com os alemães, ganharam lugar de destaque não somente na história do futebol, mas do esporte, pois foram ameaçados pelos arianos e se vencessem o jogo, morreriam.
Eles são a máxima representação do caráter e da camaradagem que o desporto pode ofertar. Em face da morte, decidiram encarar o destino cruel que lhes foi reservado, mas não perderam sua integridade. Enfrentaram não só o destino, como seus rivais.
Foram vitoriosos e, por consequência, executados.
Partiram de alma limpa, caráter imaculado e memória perpétua no hall da fama do esporte.
Trailler do filme



