FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Rei, todos os títulos e a Bola de Ouro da FIFA

É um dos 2 únicos títulos que faltavam ao Rei.

Pelé recebe sua Bola de Ouro, prêmio que faltava na rica galeria do 'Rei do Futebol'


O outro título que Pelé nunca poderá vencer 
será a medalha de ouro olímpica no futebol, 
(a não ser que faça parte dos convocados para a 
próxima Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016, 
e em se tratando do Rei, nunca se sabe)pois na época em que jogou, 
apenas jogadores amadores podiam competir, e como se sabe,
Pelé é profissional desde os 16 anos, portanto nunca pôde jogar as Olimpíadas.



A cerimônia de premiação da Bola de Ouro, realizada nesta segunda-feira, no Kongresshaus de Zurique, na Suíça, consagrou, mais uma vez, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Pelé recebeu o Prêmio de Honra da Bola de Ouro Fifa 2013, levando para sua galeria mais um importante troféu.
Na época em que atuava pelo Santos, a premiação contemplava apenas atletas europeus. Por conta disso, o Rei do Futebol jamais triunfou nesta que é uma das mais tradicionais premiações do futebol mundial. 
Pelé foi reverenciado por Joseph Blatter, presidente da Fifa, e por François Morinière, presidente do Grupo Amaury e do Grupo L’Équipe, publicação francesa que criou o troféu. "Com o mundo se preparando para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, o momento é ideal para reconhecer a grande contribuição que este jogador especial deu ao futebol e ao mundo”, afirmou Blatter. 
"Quando pensamos em futebol, um nome fica acima de todos os outros. Nenhum jogador teve tanta influência neste esporte ou influenciou tantas pessoas como ele. Sua verve e habilidade serão eternas", completou
François Morinière seguiu a mesma linha do mandatário da entidade que rege o futebol mundial. 
"Ele foi um verdadeiro embaixador do futebol e uma referência para outros jogadores. E poucos chegaram perto do que ele conseguiu”, cravou. 
"É incrível pensar que ele nunca ganhou o Ballon d’Or, mas o fato é que ele atuava em uma época em que apenas europeus eram premiados”, completou, destacando que "ainda assim, todos o reconhecem como o Rei do Futebol. No Brasil, ele é um ícone. No resto do mundo, é um herói que supera qualquer fronteira".

Pelé não conteve as lágrimas e chorou no palco de premiação Foto: AP
Visivelmente emocionado, Pelé recebeu o prêmio, comemorando o fato de, agora, ser também um Bola de Ouro. 
"Tinha prometido à minha família que não ia chorar, mas estou muito emocionado. Compartilho este prêmio com toda a minha família, todos aqueles que jogaram comigo e que me apoiaram. Obrigado a todos. Depois de tantos anos, recebi uma Bola de Ouro. Nunca joguei na Europa e tinha alguma inveja dos que a venceram. Agora, também sou Bola de Ouro", disse.
Mais um prêmio para juntar a estes abaixo.

TÍTULOS OFICIAIS (37)
Brasil Santos

Estados Unidos New York Cosmos

Brasil Seleção Brasileira

Principais Prêmios Individuais


Haverão mais posts sobre alguns títulos de Pelé, 
inclusive explicando porque ele nunca ganhou a Bola de Ouro da Revista Placar no Brasil.

domingo, 12 de janeiro de 2014

O Rei e Elvis Presley

Esta foto rara e sem qualidade 
não especifica a data ou o local onde aconteceu este aperto de mão, 
mas vale pelo registro histórico do encontro de dois reis.
Pelo aspecto das duas lendas, e pelo corte de cabelo de Elvis,
presume-se que foi nos finais dos anos 60, começo dos 70.

sábado, 11 de janeiro de 2014

O Rei e Frank Sinatra

1978: encontro de lendas numa gala na Casa Branca.


sábado, 4 de janeiro de 2014

O Rei e Brigitte Bardot

Brigitte Bardot dispensa apresentações.
A atriz francesa foi uma das mulheres mais bonitas e desejadas de toda a história,
foi talvez a primeira mulher a quem se podia chamar de "Barbie",
muito antes de qualquer outra "boneca", de carne e osso ou não.


Brigitte se ofereceu para dar o chute inicial
(que as imagens abaixo no vídeo não esclarecem se chegou a acontecer) 
num jogo beneficiente em 1971 no Parque dos Príncipes em Paris, 
entre o Santos e uma "seleção francesa" formada por
jogadores do futuro campeão Olympique de Marselha (1971) 
e do tetra-campeão St. Etienne(1967/70).
Antes do apito inicial, Brigitte entrou em campo cercada por um batalhão de fotógrafos
como era costume em qualquer lugar que estivesse, 
foi em direção Pelé para dar-lhe um abraço,
e depois "escoltada" pelo Rei, cumprimentou os jogadores santistas.


O registro histórico deste encontro e do jogo está aqui abaixo.



Local: Parc de Prince - Paris(FRA)
Amistoso (Taça Comemorativa)
Renda: F$ 820.352 = US$ 164.000
Público: 55.000
Árbitro: M. Kitabdijan
Pênaltis: Pelé(gol) Lima(goleiro defendeu)Léo Oliveira(fora) e Rildo(goleiro defendeu)SFC
Keita, Skoblar e Bosquier (gols) ASSE/OM
ASSE/OM: Carnu(Pantelic); Fariso, Lopez, Novi(Camerini), Bosquier; Gress (Bonel) e Herbin; Magnusson (Beretta), Revelli, Keita e Skobiar.
SANTOS: Joel Mendes; Turcão, Djalma Dias, Oberdan e Rildo; Clodoaldo (Léo Oliveira) e Lima; Rogério, Douglas (Ferretti) Pelé e Edu(Abel)
Técnico: Antoninho

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Rei e Tom Jobim

          Entre os milhões de admiradores de Pelé, estava Antonio Carlos Jobim, 
o Pai da Bossa Nova.



Também ele Tom Jobim é mundialmente conhecido, 
principalmente pela canção Garota de Ipanema,
2ª música mais executada até hoje em todo o planeta,
apenas atrás de Yesterday dos Beatles,
e gravada em mais de 60 idiomas diferentes, 
inclusive por gente do quilate de Frank Sinatra.


Este encontro de gênios,
aconteceu antes da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

Leia a reportagem completa em PDF AQUI

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Rei e Rod Stewart (1)


1976, em Nova York, a Warner reuniu as suas 3 maiores estrelas da época,
para a promoção do novo disco de Rod Stewart.



O Rei e Vinícius de Moraes

Encontro de gênios: 




o dia em que Pelé conheceu Vinícius de Moraes



Em 1968, o Brasil já era bicampeão mundial. Pelé já era consagrado e carregava, consigo, o nome do país mundo afora. Quis o destino que, no dia 13 de agosto daquele ano, o Rei do Futebol encontrasse um outro gênio, e em solo argentino. A bela paisagem de Buenos Aires serviu de cenário para o encontro do jogador com Vinícius de Moraes, o poetinha.

Os dois tiveram papéis importantes na difusão da cultura e do jeito brasileiro pelo mundo. Vinícius fazia golaços com a mão ao escrever parte da literatura brasileira e compor sucessos como Garota de Ipanema e Soneto de Felicidade. Pelé, com seus pés, escreveu poesias inesquecíveis de se ver. Artistas de áreas diferentes, mas de grandeza semelhantes.

O Rei do Futebol era fã do cantor, já Vinícius não gostava de futebol, mas encantava-se com Pelé e admitia que o jogador era um ícone importante para o Brasil.

- Ele sempre mandava recado pra mim, porque achava que era uma poesia o que o Pelé fazia - afirmou Pelé.

Culto, Vinícius de Moraes também era muito boêmio. O artista gostava da noite e de estar sempre rodeado por pessoas. Na Argentina, o poetinha encontrou seu lugar ideal e fonte de inspiração. A mesma Argentina que, em 1963, viu Pelé conquistar a Libertadores em cima do Boca Juniors, no Estádio La Bombonera.

Cinco anos depois, Vinícius desembarcava em Buenos Aires para a realização de seu primeiro show na Argentina, coincidentemente, no mesmo dia em que o Santos estava na cidade para a disputa de um amistoso. Enquanto o carioca encantava os argentinos no palco do Teatro Ópera, Pelé apareceu de surpresa, junto com mais alguns jogadores do alvinegro, para prestigiar o concerto.
- Alguém me disse que tinha mais gente perguntando para entrar, mas o teatro estava lotado. Então fui à porta e estavam quatro ou cinco jogadores do Santos e Pelé! Entramos pela parte de trás do teatro e chegamos ao palco - disse Alfredo, produtor do show na época.
O público delirou com o encontro. Dois gênios brasileiros aplaudidos de pé em Buenos Aires. Era o Brasil no mundo, o estilo brasileiro, na música e no futebol, quebrando fronteiras. O encontro da cultura alta do poetinha e da cultura popular do Rei do Futebol. Vinícius, que se autointulava o branco mais preto do Brasil, parecia já saber da importância de tal representação.
- É difícil fazer uma pintura do Vinícius, mas para mim ele é a pessoa que mudou a minha forma de pensar e a minha vida. Uma pessoa livre. Sempre escreveu o que queria e o que pensava e sentia - finalizou Alfredo

Vinicius já faz parte deste blog em CRÔNICAS com a famosa carta  que escreveu a Pelé,
também citada no vídeo abaixo.O conteúdo completo desta cartaque pode ser lido AQUI

Veja a reportagem da TV GLOBO sobre este dia contado por quem viu ao vivo este encontro de gênios.
.

domingo, 29 de dezembro de 2013

O Rei e The Beatles



Pelé confirma a história sobre os Beatles e a Seleção Brasileira de 1966


Numa entrevista em outubro de 2011, Pelé voltou a afirmar que os Beatles foram barrados em 1966, quando quiseram conhecer a Seleção Brasileira e Pelé durante a Copa do Mundo na Inglaterra.
Muita gente não acredita que isso tenha de fato acontecido, mas agora, época do lançamento de seu novo livro, “1283”, título alusivo ao número de gols que ele marcou na carreira de jogador de futebol, temos este vídeo onde o próprio Pelé confirma o ocorrido.
The Beatles em 1966

Nenhum jogador sabia que os Beatles queriam ir ter com eles, assim como Pelé também não sabia, senão teria dito que queria vê-los, com toda certeza, pois ele já era o famoso Pelé.
Os Beatles gostavam de futebol, como todo mundo, pois eram pessoas normais.
Paulo Machado de Carvalho era o chefe da redação e o repórter e assessor de imprensa Carlos Freitas é quem atendeu a ligação e determinou que não era possível que os Beatles fossem ter com a Seleção, pois a Seleção estava focada apenas nos jogos. João Havelange estava no Hotel, ficou sabendo, porém ficou na dele, com sua atenção voltada para ganhar os jogos.
Quando Pelé encontrou com John Lennon em Nova York, (John fazia na época um curso de japonês), ele ficou sabendo que os Beatles estiveram querendo conhecer a seleção em 1966 e o assessor de imprensa os barrou.
A entrevista de novembro de 2011, atualmente excluída do Blog que a postou inicialmente.
(Registrada na época aqui: We Love the Beatles Forever)
Pergunta: Para quem você já pediu autógrafo?
Pelé: Olha, nessas viagens acabei pedindo autógrafo para Robert Redford, Rod
Stewart, Mick Jagger, John Lennon, Roberto Carlos, Elton John. Ah, agora eu vou mostrar uma coisa aqui (Pelé pega um violão e começa a tocar e cantar uma música de sua autoria): ‘Ela diz que não me ama / ela diz que me detesta / mas quando me vê / me beija e faz festa / Essa mulher me deixa louco / Essa mulher não presta / Ela quer botar o chifre na minha testa’ (risos).
Pergunta: John Lennon te recebeu bem?
Pelé: Olha, tem uma história com os Beatles que pouca gente sabe. Em 1966, na Copa, estávamos concentrados em Liverpool e os Beatles quiseram tocar para o Pelé na concentração. Os dirigentes não deveriam conhecer os Beatles direito e falaram: ‘Não, esses cabeludos não vão tocar aqui não, esses moleques não vão fazer barulho aqui não’ (risos).
Pergunta: Não! Eles barraram os Beatles?
Pelé: Foi. Sabe como fiquei sabendo? Quando estava no Cosmos (EUA), fui fazer um curso de inglês na mesma escola em que o John Lennon estudava japonês, de certo porque ele estava com a Yoko Ono. Aí conversamos e ele me disse ‘Pô Pelé, você sabe que em 1966 nós queríamos tocar para você em Liverpool, mas não deixaram a gente entrar na concentração’. Já viu um negócio desses? (risos).

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Rei e Roberto Carlos

Encontro de Reis

O Rei Pelé participou no tradicional programa da TV GLOBO,
o Especial de Natal do Rei Roberto Carlos em 1977.



Amizade de longa data que perdura até hoje.
1964


1977

Em 2010

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pelé e o melhor ataque de todos os tempos

Desde criança que ouvia meu pai, meu avô, tios dizerem 5 nomes,
5 nomes que todos em geral, ou quase todos, sabiam de cor e salteado:
Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Um ataque de sonho, 5 verdadeiros craques que fizeram história no planeta futebol,
encantando platéias do mundo inteiro.

Quem viu ao vivo, diz que pareciam os Harlem Globetrotters do futebol.



Estes 5 senhores na foto acima, formaram durante 6 anos o ataque do Santos Futebol Clube, entre 1960 e 1966, e juntos marcaram cerca de 2000 gols(!)... 




Sim é verdade, estes senhores na foto acima marcaram cerca de 2000 gols, 
entre campeonatos, torneios e jogos amistosos, no Brasil e pelo mundo afora 
e ajudaram o Santos FC a vencer (quase) tudo o que havia para vencer.


Aqui abaixo veja a reportagem da TV GAZETA de São Paulo em 2008, 
com estes 5 gênios da bola, 
que mais do que um reencontro de verdadeiros deuses dos gramados,
é muito mais parecido com uma reunião de família, 
sem as vaidades ou vedetismos muito comuns nos tempos de hoje de jogadores que sequer jogam 1 décimo do que estes 5 monstros sagrados jogaram.
Assista e divirta-se, vale a pena:



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A técnica sem igual de Pelé

         Neste pedaço do filme "Pelé Trainning", feito pela BBC nos anos 70 
para tentar "descobrir" os mistérios da assombrosa técnica do Rei,
Pelé mostra toda a sua habilidade com uma bola, 
e depois com uma... laranja!!!
E o que mais impressiona é que Pelé tinha a mesma habilidade 
e a mesma técnica nas duas pernas...
Incrível!!!

1º Filme sobre Pelé, reportagem da TV GLOBO

Este foi o 1º filme sobre Pelé, de 1962,
onde atuaram entre outros, o consagrado ator Lima Duarte.
Participaram também a Mãe e dois irmãos de Pelé,
alguns craques do Santos na época e claro, o próprio Rei.
O filme estava dado como perdido.
Veja a reportagem da TV GLOBO, que levou um convidado muito especial.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Carlos Drummond de Andrade sobre Pelé (II)

Carlos Drummond de Andrade escreveu no Jornal do Brasil em 28 de novembro de 1969,

um texto de título  Pelé 1.000 (referência ao gol de número 1.000 do Rei) .

Bola do milésimo gol de Pelé

PELÉ: 1000
O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. 
É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, 
que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, 
não se deixa fazer. O gol.

Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de 
aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, 
traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso 
incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, 
códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – 
em nossa bibliografia. 

Romancistas que não capturam o romance, 
poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que 
palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista 
durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio 
às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação 
de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, 
para chegar a esse não-resultado! 

Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? 
Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem 
exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se 
manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o 
imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, 
às vezes um mau elemento. 

A obra de arte, em forma de gol ou 
de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes 
coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que 
à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a 
obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? 

Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés 
em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?
O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o 
charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à 
margem do seu saber técnico e artístico. 

Na realidade, está lavrando 
sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados 
não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando 
deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de 
não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos. 

Carlos Drummond de Andrade sobre Pelé (I)

Estas são as palavras de Drummond escritas no Jornal do Brasil em 20 de julho de 1971, após o jogador declarar que não atuaria mais pela seleção brasileira.
Letras louvando Pelé




Pelé, pelota, peleja. Bola, bolão, balaço. Pelé sai dando balõezinhos. Vai, vira, voa, vara, quem viu, quem previu? GGGGoooollll.
Menino com três corações batendo nele, mina de ouro mineira. Garoto pobre sem saber que era tão rico. Riqueza de todos, a todos doada, na ponta do pé, na junta do joelho, na porta do peito.
E dança. Bailado de ar, bola beijada, beleza. A boa bola bólide, brasil-brincando. A trave não trava, trevo de quatro, de quantas pétalas, em quantas provas, que não se contam? Mil e muitas. Mundo.
O gol de letra, de lustre, de louro. O gol de placa, implacável. O gol sem fim, nascendo natural, do nada, do nunca; se fazendo fácil na trama difícil, flóreo. Feliz. Fábula.
Na árvore de gols Pelé colhe mais um, romã rótula. No prato de gols papa mais um, receita rara. E não perde a fome? E não periga a força? E não pesa a fama?
Ama.
Ama a bola, que o ama, de mordente amor. Os dois combinam, mimam-se, ameigam-se, amigam-se. “Vem comigo”, e entram juntos na meta. Quem levou quem? Onde um termina e a outra começa, mistura fina?
Saci-pererê, saci-pelelê, só pelé, Pelé, na pelada infantil. Assim se forma um nome, curto, forte, aberto. Saci com duas pernas pulando por quatro. Nunca vi. Nem eu. Mas vi. Saci corta o ar em fatias diáfanas. Corta os atacantes os defensores, saci-bola, tatu-bola, roaz, reto, resplandece.
A arte que se tira do corpo, as belas-artes do movimento, do ritmo. Músculos, nervos, tecidos, domados, acionados. Reflexos em flor, florindo sempre. Escultura que a todo instante se modela e desfaz e refaz, diferente, fluida. Pelé, escultor de si mesmo. A esmo. Errante. Constante. Presente. Presciente. Próvido.
O sonho de todas as crianças a envolvê-lo. O sonho a continuar nos adultos, novelo, desvelo. Não é do Santos, é de todos os santos e pecadores. Sua foto leal, seu jeito legal. Um que sabe e não é prosa: a maior proeza.
Não quer tomar pileques de glória, vai para sua casa, seu povinho, seu que-fazer. Deu tanta alegria que precisa viver a sua. Chamada paz. Não pode? Pode. Não deve? Claro que deve. E nós lhe devendo tanto, ainda iríamos lhe cobrar mais uns quantos?
Mas leva a bola consigo, sem camisa amarela; só ela. Vai jogar em família, com seu clube, sua paz, seu número dez.
A bola não fica triste, a bola alegre resiste. Vai conversando com ele: Agora estamos mais livres? Vamos viver mais pra nós? A bola indaga; tem voz.
Pois é, responde Pelé. O nome rima no ar. Nome fácil de guardar. De dizer. Os sons se cruzam, se abraçam: Pelé no Maracanã.
O imenso coro ressoa. Pe-lé. Pe-lé. Pe-lé.
Até
amanhã.
Não é adeus, é até.
logo, Pelé, até.
No Maraca, na esperança, no mundo, o nome, a lembrança, a presença de Pelé.

DESPEDIDA DE PELÉ DA SELEÇÃO BRASILEIRA - VÍDEO

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O RECRUTA 201 NASCIMENTO

PELÉ, O RECRUTA NASCIMENTO!


Poucos sabem, mas, já campeão mundial, Pelé serviu ao Exército Brasileiro. 

Consagrado como o Rei do Futebol na Suécia, 

o astro foi incorporado  em 1959 ao 6º Grupo Motorizado de Artilharia de Costa (6º GMAC), 

na Fortaleza Itaipu, localizada na Praia Grande, em Santos.

































O Soldado 201 Nascimento prestou o serviço militar obrigatório e, claro, 

jogou pela seleção das Forças Armadas, pela qual marcou quatro gols 

e conquistou o Campeonato Sul-Americano Militar daquele ano.

Pois é, além da obra ímpar na história do futebol, 
o Rei ficou 6 meses sem jogar futebol profissional devido ao serviço militar.

Mais uma faceta desconhecida do melhor jogador de todos os tempos, 
a quem muitos tentam retirar méritos ... e golos.
Estes 6 meses nas Forças Armadas ainda melhoram e muito as estatísticas do Rei,
se descontarmos este período na sua brilhante e ímpar carreira.

Confira algumas imagens de Pelé no Exército.






































Jô Soares entrevista Pelé

Jô Soares entrevista Pelé em 11-11-2011.

sábado, 5 de outubro de 2013

Jogadas de Pelé ( II )

Mais jogadas geniais de REI.
Note-se neste vídeo que autor apenas se preocupou em mostrar
as assistencias, visão de jogo, passes e lançamentos precisos,

Por estas e outras coisas é que Pelé foi o melhor de todos os tempos,
pois podia jogar em qualquer posição, até mesmo de goleiro.
Como no post anterior, vi alguns tocarem partes deste repertório,
mas nunca vi nenhum com TODO este repertório.

Jogadas de Pelé ( l )

Neste vídeo, podem ver muitas jogadas geniais, que não estão no filme PELÉ ETERNO,
a obra definitiva sobre a vida do REI.
Algumas não resultaram em gols, mas mostram claramente a arte e a magia do
melhor de todos os tempos.
Já vi alguns jogadores "tocarem" algumas partes deste repertório, 
mas nunca vi nenhum jogador com um repertório tão completo.

domingo, 5 de maio de 2013

TODOS OS JOGOS e GOLS DE PELÉ

Pelé, O Rei do Futebol
Clique neste LINK  e confira, jogo a jogo,
 todos os gols de Pelé ao longo da sua carreira ímpar.

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