FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre
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segunda-feira, 25 de abril de 2022

1972 - 📰Revista "MANCHETE" | Reportagem sobre o 📕 livro "Aprenda com PELÉ"⚽

📕⚽ APRENDA COM PELÉ
Em 2 de setembro de 1972, a revista "Manchete" publicou 4 páginas sobre o livro "Aprenda com Pelé", onde o Rei explica alguns dos seus muitos "segredos". 

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Nas letras em branco acima à direita o texto diz:
 O drible, a bicicleta, os diversos tipos de passe - de curva, de cobertura, de emergência, pelo radar - a cobrança de faltas e de pênaltys, enfim, todos os segredos do futebol são revelados pelo maior craque de todos os tempos em "APRENDA COM PELÉ", livro que pretende lançar em outubro. Ao longo de 300 páginas, com explicações detalhadas e muitas ilustrações, Pelé prova que futebol também se aprende no colégio - pelo menos quando é ele o professor.




👉Para facilitar a leitura dos leitores que não percebem a língua portuguesa, eu dividi o texto das páginas acimas em cores. Usem o google tradutor.
O texto destacado em amarelo diz:
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Era uma idéia antiga de Pelé. Há muito tempo o craque pensava em escrever um livro sobre futebol, no qual transmitisse aos outros toda a sua técnica, os pequenos e fundamentais segredos que fazem um verdadeiro craque e o distinguem de um perna-de-pau (jogador mediano).

Os segredos de um chute perfeito, de um passe na medida certa, da cobrança de um penalty ou de uma falta fora da área. A idéia agora se concretizou. Nas horas de folga, durante as excursões do Santos FC, Pelé e o preparador físico Júlio Mazzei prepararam um livro de 300 páginas, que consegue ser ao mesmo tempo uma cartilha e um compêndio universitário sobre a arte de jogar futebol.

Em "Aprenda com Pelé" - excessivamente detalhado e com ilustrações de todos os movimentos descritos - o jogador passa em revista todos os movimentos básicos do futebol, como o controle de bola, o amortecimento, o chute, o cabeceio, o drible, o passe. O Professor Júlio Mazzei, que sistematizou o livro, distribuindo os assuntos pela ordem de importância, também faz um apanhado geral de como deve ser um perfeito jogador de futebol, sempre apoiado no exemplo de Pelé.

Sobre o controle de bola, Pelé afirma que, antes de tudo, é preciso haver uma ligação quase sentimental com a bola. "Trate-a com carinho, como se ela fosse muita querida". Em seguida, explica como dominá-la. É necessário que o corpo mantenha o equilíbrio, inclinado para a frente, no que será auxiliado pela posição dos braços, levantados lateralmente à altura dos ombros, mas em completo relaxamento muscular para acompanhar a flexão dos joelhos. Porém, o mais importante nesse mecanismo de controle e a flexibilidade do tornozelo do pé que impulsiona a bola.

Pelé faz uma advertência. O olhar deve estar fixo na bola, como que hipnotizado. Ela ( a bola ) é um foco de equilíbrio, que dirigirá todas as mudanças de posições e movimentos. Um desvio de olhar pode implicar na perda do controle de bola. De qualquer modo, o aprendizado exige muito treino. Uma recomendação básica do autor: "Só de aprende aquilo que se pratica e pensando naquilo que está se aprendendo". Outro conceitos para que as lições sejam mais proveitosas: "Quanto maior a repetição, mais rápido é o índice de aprendizagem" e "Nunca se aprende isoladamente".

Mas nem todos têm condições de comprar material esportivo apropriado ou dispõem de campo para treinar. 
"Não é preciso ter local nem material adequado", afirma Pelé. "Pode-se treinar no quintal, na praia ou em solo arenoso". Um bola de couro não é indispensável, Pelé aprendeu muito chutando bola de meia quando era criança.



Dentro das suas possibilidades, tenha o maior contato possível com a bola. "Não deixe que ela fuja do seu raio de ação que é aproximadamente de 2 metros. Quando for necessário, acaricie-a".

Júlio Mazzei no seu prefácio diz: "Faça dela a sua companhia. A melhor amiga de Pelé é a bola. Com ela, ele conseguiu tudo".

No capítulo dos passes, Pelé faz uma breve consideração sobre a importância desse movimento dentro da filosofia do futebol, que é o espírito de equipe. 
O passe é a forma de conduzir a bola do campo defensivo ao campo ofensivo objetivando o gol. Esse processo envolve os 11 jogadores do time.

"Como existe em jogo só uma bola e só quem a tem pode fazer o gol, o passe é uma fórmula de mantê-la com sua equipe. O gol só pode ser feito por quem tem a posse de bola".

Há várias maneiras de fazer um passe
Mas, segundo Pelé, o lançamento com a parte interna do pé é o mais eficiente: a área de contato com a bola torna-se maior, facilitando a exatidão da sua trajetória. 
Mas o autor adverte que, para distâncias mais longas, deve ser usado o dorso do pé, cujo impacto é mais forte na área de resistência da bola, aumentando o seu impulso. 
A face externa do pé pode ser utilizada para lançamentos em diagonal, bem proveitosos se os ponteiros ( wingers) souberem se deslocar.

Pelé apresenta outras variações, que classifica como passe de emergência, feito com o calcanhar, a coxa ou o peito, e o passe por elevação.

O texto na parte destacada em rosa diz:
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Para executar o primeiro ( passe de emergência ), ele aconselha algumas providências: braços na linha do corpo e movimento giratório, feito com o ombro ao contrário à direção de quem receberá a bola. 
No passe por elevação, deve-se interromper bruscamente o impacto, quando o bico da chuteira tocar a parte de baixo da bola parada.

Pelé ainda cita o passe de curva usado para servir um companheiro cercado de adversário - Carlos Alberto Torres é especialista em utilizá-lo - e o passe pelo radar, ou seja, a entrega da bola a um companheiro no campo, de costas para ele, localizando-o apenas pelo seu grito. Pelé é um dos poucos que conseguiu executá-lo com perfeição. É um passe que requer absoluto conhecimento das dimensões do campo e longa convivência com quem joga ao seu lado.

Pelé encerra este capítulo com uma advertência: "Para fazer um passe, veja antes a colocação de seus companheiros antes de receber a bola. Quem passa não é o homem que está com a bola, mas sim, quem vai recebê-la".




O texto destacado em azul diz:
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Ensinando como amortecer a bola, Pelé se detém mais na chamada matada de peito* ( *amortização da bola com o peito )
Deve haver uma inspiração rápida e expiração imediata no ato do impacto. Ao mesmo tempo, lança-se os braços para a frente, dando contorno de concha ao tórax. Os movimentos tanto valem com os pés plantados no chão ou durante o salto.

Na foto à esquerda, Pelé diz que o dorso do pé é melhor para chutes de longa distância
Na foto à direita, Pelé mostra como "matar" a bola com o peito


Cabeceio
Muita vezes, as leis da Física se confundem com as do futebol. Assim acontece na cabeçada. Explicando seu mecanismo, Pelé lembra que aqui são acionadas as leis da impulsão e gravidade. A primeira corresponde à subida do atleta. Quanto maior a força do impacto dos pés no chão, maior será a elevação. Depois, a lei da gravidade predomina. A habilidade do cabeceador localiza-se exatamente na sua sensibilidade de perceber o momento em que as duas forças se equilibram. Surge aquela paradinha no ar e se o jogador baixar os braços rapidamente, ganhará alguns centímetros sobre o impulso inicial.

Pelé era exímio cabeceador e tinha uma impulsão vertical de 48 polegadas

O cabeceio exige olhos abertos, para acompanhar a trajetória da bola e boca fechada, para evitar acidentes comuns como cortes na língua. De preferência, a cabeçada deve ser dada com a testa, pois a área de impacto é maior e o golpe será mais potente. "É incrível como muitas pessoas não sabem cabecear no nosso futebol, por essa falta de treinamento" - lamenta Pelé. Essa falta de cabeceadores provoca um problema paralelo: como os goleiros são pouco acionados nesse detalhe, não aprendem a sair do gol. E aí estaria o principal defeito dos goleiros brasileiros.


Pelé mostra a importância do chute e do drible. 
E, quanto à cobrança de faltas (free-kick ). volta a insistir na necessidade de um treinamento metódico e permanente. Uma cobrança de falta exige certa malícia do jogador. Se, por exemplo, a falta for do lado esquerdo da área, deve ser chutada com o pé direito e vice-versa. 
Pelé recomenda uma exame das bandeirinhas de corner ou das bandeiras do estádio para se conhecer a direção do vento.

Chama também a atenção dos goleiros. "Há árbitros que não autorizam a cobrança de falta pelo apito, mas sim com um sinal de mão. Isso é comum na Europa e pode apanhar o goleiro desprevenido"

Ele sugere que o chutador explore ao máximo o medo dos homens da barreira.
O chute de Pelé, por exemplo, a 20 metros da baliza sai numa velocidade de 100km/h e demora 5 décimos de segundo para chegar até o goleiro adversário. 
O impacto de chute na barreira é de 70 quilos. Pelé recomenda ainda uma exploração desse obstáculo, como chutar por cima do defensor mais baixo. Na verdade, é quase impossível marcar o gol ultrapassando a barreira, pois entre esta e o travessão sobram pouco mais de 30 centímetros de visão do atacante.

Há uma solução, que é o chute colocado (em habilidade), sem muita força. mas nesse caso, a vantagem da velocidade é anulada, pois o goleiro terá mais tempo para se movimentar.

No último capítulo do livro, Pelé dá instruções sobre como chutar um penalty. 
Há cinco itens a observar: 
a) colocação da bola; 
b) concentração; 
c) decisão; 
d) corrida; 
e) chute.




O local da colocação da bola deve ser cuidadosamente examinado, pois uma pedra na marca do penalty, ás vezes posta pelo goleiro, poderá mudar a direção do chute. A concentração exige total desligamento do atleta de tudo que o cerca - público e adversários. Pelé, pessoalmente, na cobrança de um penalty, tem o hábito de olhar para o céu e pensar em coisas que nada têm a ver como o futebol. As provocações e as guerras de nervos dos adversários são intensas.

A decisão é necessária na corrida e no chute. O batedor de penalty, ao escolher o canto e calcular a potência do chute, não poderá mudar de idéia na hora em que correr para a bola sob o risco de não marcar o gol. E, penalty perdido, é culpa de quem chutou. O goleiro, debaixo das traves, não tem nenhuma responsabilidade. Não está na obrigação de defender o chute. E como sabe que o batedor já escolheu o canto, usa de artifícios para confundir o batedor, como o de oferecer exageradamente um dos lados para o chute, provocando uma completa reviravolta da situação previamente estabelecida pelo atacante.


Pelé aconselha o seguinte esquema: 
"Tire uma linha de 2 metros dos postes laterais. O goleiro ficará com uma área de 4 metros mais ou menos em seu poder, onde poderá efetuar uma defesa. ( A baliza tem 7 metros ). Sobrará aproximadamente 1 metro e meio de cada lado. Nessa região, o chute é indefensável. É só executá-lo. Se for no alto, não há a mínima chance para o goleiro".

O Professor Júlio Mazzei classifica o livro como uma espécie de testamento de Pelé, quando se aproxima o momento em que o jogador abandonará as chuteiras. É um documento que não pode faltar na história do futebol brasileiro.

E finalmente, a parte destacada em verde diz:
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Em futebol, o chute é fundamental, pois é o chute que leva a bola ao gol. 
Posso citar vários estilos de chute, mas o princípio básico de todos é muito simples: a perna mais importante não é a que impulsiona a bola, mas sim a perna de apoio, que permite à outro perna atuar como alavanca. 
- Por exemplo, se o pé de apoio estiver atrás da linha da bola, a tendência é mandar a bola pelo alto. 
- Ao contrário, quando se coloca a perna de apoio na linha da bola, o chute sairá à meia altura ou rasteiro. 
- Quando, por erro, a perna de apoio fica adiante da linha da bola, ela será pressionada contra o chão e o chute sairá sem direção.

A direção é determinada também pela posição do pé e pela colocação do joelho da perna de apoio, no momento em que a bola é atingida. Se o jogador pretende dirigir o chute na linha da direção da sua corrida, o pé e o joelho da perna de apoio devem estar apontados na direção do alvo. 

No chute de voleio, o sem-pulo, quanto mais o joelho subir e a ponta do pé se voltar pra baixo, formando uma linha reta entre o joelho que sobe e o dorso do pé que desce, maior a tendência para que a bola siga à meia altura baixa. 

Na bicicleta, é necessário um extraordinário movimento de coordenação muscular que requer grande agilidade e destreza. 

Na legenda da foto, Pelé diz para cabecear com a testa e de olhos abertos.

Primeiro, uma impulsão. Depois, um falso movimento de uma das pernas, para que a outra perna tenha tempo de ser impulsionada e tocar na bola.
Depois vem a queda, que deve ser amortecida pelo movimento das mãos, do antebraço e em seguida, das costas. É preciso ter uma noção de profundidade e de largura do ângulo, para colocar bem a bola. Tudo deve funcionar como um mecanismo instantâneo, executado depois de observada a posição do goleiros, da baliza e controlada a potência do chute.

O drible é um capítulo à parte
Para desequilibrar o adversário, o jogador precisa estar numa posição de equilíbrio constante. O atleta deve considerar o próprio umbigo como o centro de sua gravidade. Assim, o drible torna-se apenas uma questão de equilíbrio do atleta quando o executa, enquanto procura desequilibrar o adversário. Muitos jogadores se driblam a si mesmos, pois são incapazes de voltar à posição inicialmente imaginada. É tudo uma questão de cisão: o atacante precisa saber que quem toma a iniciativa é sempre ele. 

O defensor já está em desvantagem, porque não sabe se o atacante vai sair para a esquerda ou para a direita. às vezes, o defensor oferece um lado para o atacante sair. Trata-se de uma manobra proposital para tentar roubar a bola na sequência do lance. Portanto o drible é também uma questão de autoconfiança e, para tal, é preciso treinamento, contato permanente com a bola e uma precisão na  colocação dos pés.

O jogador deve se esforçar para andar com os quadris baixos, manter o seu equilíbrio e flexionar bem as pernas. É também necessário manter a atenção constantemente voltada para os movimentos do adversário, e às vezes examinar até os olhos do adversário, como eu faço. O olhar de um jogador revela muito da sua disposição e de suas intenções.

O drible é um recurso que deve ser utilizado, mas não pode tornar-se uma constante. 
"Só se tenta o drible quando não há um companheiro livre para passar a bola. Dar um bom passe a um companheiro livre é muito mais eficiente do que tentar um drible. 
Eu recomendo o passe, mas não recomendo o drible quando é desnecessário".

Link da revista "MANCHETE", 02/09/1972👉 AQUI





sábado, 26 de março de 2022

💰💰💰Na década de 70, o Nápoli da Itália ofereceu 100 milhões de liras para contratar Pelé

💰💰💰O SSC Nápoli quis contratar Pelé, e ofereceu 100 milhões de liras por uma única temporada na Itália.




Pelé jogou cinco vezes contra o Napoli, três em 1968 e duas em 1972, marcando um total de sete gols. Fato que provocou a fixação doentia do presidente napolitano Roberto Fiore pelo craque brasileiro, chegando a lhe oferecer até 100 milhões de liras por jogar uma única temporada no San Paolo, como confessou em sua biografia.


Roberto Fiore, presidente do Nápoles na altura



A oferta milionária foi feita ao craque brasileiro após sua primeira partida disputada em Nápoles, que aconteceria em 5 de março de 1972. O Santos, por conta da suspensão do campeonato paulista, fez uma turnê pela Europa para manter a forma, e com 20 dias de folga pela frente, eles visitaram o Velho Mundo. A equipe branca chegou a Nápoles vinda da Bélgica, onde havia disputado um amistoso contra o Anderlecht dois dias antes.

"O Rei" se encontrou em Nápoles com dois de seus velhos amigos, com quem jogou quando jovem no Brasil, que lhe contaram maravilhas sobre a Série A da época. Beijos e abraços antes de entrar em campo, o camisa 7 do Napoli naquele dia era Angelo Benedicto Sormani, seu antigo companheiro no Santos, e o outro era Altafini, seu colega de seleção. Naquela fria tarde de março, diante de 25.000 espectadores, o árbitro era Pieroni de Roma. 

O Napoli colocou Zoff, Ripari, Pogliana, Zurlini, Vianello, Perego, Sormani, Juliano, Altafini, Montefusco, Improta (que foi substituído por Manservisi no decorrer do jogo). 
O Santos colocou em campo Cejas, Orlando Lelé, Paulo, Oberdan, Zé Carlos, Leo Oliveira, Afonsinho (Nené), Edú, Alcindo, Pelé e Ferreira, ou seja, metade da seleção brasileira. 



O jogo estava no caminho certo para o Santos e Pelé marcou aos 15' do primeiro tempo, então o mesmo número 10 do Santos passou ironicamente por Zoff e acertou desesperadamente um poste como se tivesse perdido um gol na final da Copa do Mundo, incrível ! O craque também selou o segundo gol com um pênalti aos 9' do segundo tempo. Seis minutos depois, Nené marcou o terceiro e o Napoli ficou com três gols contra. Neste momento, o orgulho brasileiro de José Altafini veio à tona com uma dobradinha que infelizmente não serviu para a virada completa. A partida terminou 3 a 2 para os brasileiros. 

Abraços e beijos ainda no final, todos queriam cumprimentar a lenda viva do futebol que respondeu aos aplausos estrondosos dos napolitanos, e principalmente o presidente do Napoli que não duvidou de suas chances de convencer o craque brasileiro. Mas, como todo bom torcedor sabe, Pelé só deixou o Brasil depois de seus melhores anos para jogar pelo Cosmos, da liga americana, e a oferta do Napoli não deu em nada.




O Santos repetiria a experiência de disputar amistosos na Itália quase dois meses depois, e Fiore fez uma última tentativa desesperada de convencê-los. Eles jogaram um em 1º de maio no Cagliari (que terminou 3 a 2 para o Santos com dois gols de Pelé e Riva) e outro no San Paolo em 29 de abril. 
E Pelé disse não de novo.

🔗Reportagem original em italiano 
KODRO MAGAZINE👉 AQUI



segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

SYLVESTER STALLONE «PELÉ ME QUEBROU UM DEDO DA MÃO E RASGOU A REDE»

SYLVESTER STALLONE «PELÉ ME QUEBROU UM DEDO DA MÃO E RASGOU A REDE»



Sylvester Stallone, 75 anos, ator norte americano e uma figura incontornável da história recente de Hollywood, recordou um episódio ocorrido com Pelé há 40 anos.




Tudo aconteceu durante as gravações do filme ‘Fuga para a vitória’ (1981), que além do Rei, também contou com a participação de antigas glórias do futebol mundial, como o inglês Bobby Moore ou o argentino Osvaldo Ardiles.


No filme em questão, Pelé e companhia formam uma equipa de futebol num campo de concentração nazista e derrotam um combinado de jogadores alemães, enquanto preparam uma fuga arriscada.

Nessa equipe de prisioneiros, Sylvester Stallone era o goleiro, particularmente pouco talentoso. Durante as gravações, o ator lesionou-se. E explicou porquê.





«Quando fui convidado a participar no filme pensei: jogar futebol não deve ser assim tão difícil, vou aceitar. Depois, a produção entregou-me uma bola com que se jogava nos anos 40 do século passado e não imaginava que fosse tão pesada, parecia que tinha chumbo por dentro», começou por recordar Stallone.



Depois, o ator conheceu Pelé e um dos diálogos com o brasileiro ficou-lhe para sempre na memória.
«Já tinha ouvido falar de Pelé e quando fomos apresentados disse-lhe que ia ser o guarda-redes dos prisioneiros».
Ele respondeu: «À sério? Você já alguma vez jogou na baliza?».
«Disse-lhe que não.»
E ele avisou-me: «Você fica entre os postes, eu vou fazer uma série de arremates e você não vai conseguir defender nenhum».



«Pensei que era brincadeira. 
Só que na primeira vez que ele arrematou ouvi um barulho: a bola ia com tanta força que rasgou as redes. 
Segundos depois, disparou pela segunda vez, mas nessa ocasião consegui tocar na bola com a mão e… ouvi um estalo. 
O Pelé tinha acabado de me partir um dedo», finalizou.



Nota do autor: na minha opinião, o melhor filme sobre futebol de todos os tempos.
Vi o filme em 1982, cinema lotado. Quando Pelé empatou o jogo com aquele gol de bicicleta, o cinema inteiro gritou gol, inclusive eu. Parecia que estávamos num estádio de futebol. 

Retirado👉 DAQUI

domingo, 22 de agosto de 2021

⚡PELÉ CORRIA 100 METROS em 10.6 SEGUNDOS! PALAVRA DO REI👑

Nesta página de um jornal brasileiro de 1962, Pelé deu esta entrevista em 17 de junho de 1962, no dia da final da Copa do Mundo daquele ano, que o Brasil venceu a Tcheco-Eslováquia por 3 x 1 e conquistou o segundo troféu consecutivo. 

Na manchete em letras verdes grandes, está escrito.
PELÉ CONFESSA: SAIU DO BRASIL CONTUNDIDO PARA JOGAR NA COPA
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Entre outras coisas na entrevista, Pelé diz que corria 100 metros em 10.6 segundos, que chutava melhor com o pé esquerdo e que, já naquela época, os goleiros observavam e estudavam o jeito que os jogadores adversários chutavam o penalty.

E a entrevista é assim:
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Teve medo alguma vez?
Sim. Não conheço homens que nunca tenham sentido mêdo em certas ocasiões.

Quantas pessoas no mundo o invejam?
-Mereço ser invejado? Por que? Pelo dinheiro? Se minha felicidade não consiste em ter dinheiro...

Qual foi o dia mais lindo de sua vida, Pelé?
Dois, em particular. O dia da final da Copa do Mundo da Suécia e o de hoje ( depois da partida contra a Rcheco-Eslováquia), embora não tenha jogado.

E o mais triste?
Aquêle em que fomos derrotados em Buenos Aires pelo Peru e, em consequência, perdemos o Campeonato Sul-Americano de 1959.

Qual o presente mais lindo que já recebeu?
O abraço da minha mãe, após o Campeonato Mundial de 58. Ela também, afinal, aprovava minha carreira.

Entre as defesas que você já enfrentou, qual a mais fechada?
Tôdas as defesas tentam ser fechadas. mas a do Internazionale me pareceu uma das mais duras. A do Inter e a do River Plate...

Em quantos segundos corre os 100 metros, Pelé?
Em 10 segundos e 6 décimos.



Voce chuta melhor com a direita, com a esquerda ou de cabeça?
Com a esquerda.

Gostaria de jogar no gol?
Muito. Tanto assim que eu era o arqueiro ( goleiro ) suplente...



Pensa que o 4-2-4 é a melhor tática do momento?
Estou convencido disso.

Por que então o Brasil utilizou o 4-3-3?
Para dar mais segurança à defesa. Creio que três atacantes do Brasil - e não falo por mim - possam superar qualquer defesa.

Quem mais lhe agrada: Mazzola ou Vavá?
São dois homens diferentes. Agradam-me os dois por susas diferentes particularidades.

Finalmente, Pelé: se um goleiro defende um pênalti, o chute saiu errado?
Costuma-se dizer que é um chute errado. Mas nem sempre. Os arqueiros estaudam as características do chute de cada um dos jogadores. E se um arqueiro ( goleiro ) conhece bem um jogador, pode defender um penalty.


Nota do autor: 
Pois é, afinal o Pelé corria 100 metros em 10.6 segundos, e não em 11 segundos.

Sem os treinos, 
os avanços da medicina esportiva, 
alimentação assistida por nutricionistas 
ou preparação física de hoje
Pelé já era super veloz, tinha um salto vertical igual ao de Michael Jordan e era um poço sem fim de força e talento. 
Imagine Pelé tendo tudo isto...

sábado, 3 de julho de 2021

📹2012: Pelé, Zito, Pepe e Mazzola no adeus ao Estádio Rasunda na Suécia


Em 2012, Pelé, Zito, Pepe e Mazzola foram até Estocolmo na Suécia para se despedirem do Estádio Rasunda, palco onde em 29 de junho de 1958, conquistaram a 1ª Copa do Mundo para o Brasil.

👉Neste dia 29 de junho de 1958, Pelé com apenas 17 anos de idade, conseguiu dois recordes que até os dias de hoje ninguém igualou. E dificilmente alguém conseguirá:

- Mais jovem jogador a vencer uma Copa do Mundo
- Mais jovem jogador a marcar 2 gols em uma final de Copa do Mundo.

Dito isto, vamos à reportagem:

Emoção marca encontro de suecos e brasileiros veteranos da Copa de 58

Claudia Varejão Wallin

De Estocolmo para a BBC Brasil




Abraços, sorrisos e lembranças marcaram o reencontro emocionado de jogadores suecos e brasileiros, 54 anos depois da conquista do primeiro título mundial da seleção brasileira na Suécia.

A entrada dos jogadores brasileiros no estádio foi recebida, em tom de brincadeira, com uma sonora vaia de Agne Simonsson – o jogador que foi o autor do segundo gol sueco na final contra o Brasil. Aos risos, ele foi o primeiro a ser abraçado por Pelé.



"Sou um homem de três corações, mas é uma emoção grande estar aqui", disse Pelé numa referência à sua cidade natal de Três Corações (MG) ao voltar ao gramado de Råsunda junto a 11 finalistas da Copa de 1958 na Suécia.

"O Brasil começou aqui. Råsunda e a Suécia representam tudo para mim. A minha vida começou aqui. Agora, temos a grande responsabilidade de ganhar a nossa sexta Copa do Mundo", observou.

"Garrincha está lá no céu, olhando para nós aqui", acrescentou.



Entre os quatro campeões brasileiros da geração 58 presentes, o reencontro uniu, da esquerda para a direita, Pepe (77) Pelé (71 anos), Mazzola (74) e Zito, 80 anos. 

Os finalistas suecos eram oito senhores de cabelos brancos: Kurt Hamrin (77 anos), Agne Simonsson (77), Reino Börjesson (83), Sigge Parling (82), Bengt Gustavsson (84), Åke Johansson (84), Bengt Berndtsson (79) e o reserva Owe Ohlsson (74).



Hoje preso a uma cadeira de rodas, Agne Simonsson foi vítima de um derrame cerebral há três anos e fala com dificuldade. Mas ainda se lembra do gol: "Sim, sim", exclamou, entusiasmado, tentando expressar com gestos o que não conseguia dizer com palavras à BBC Brasil.

Emoções e reis

Debilitados pela idade, dois outros jogadores suecos entraram no estádio apoiados por bengalas - Åke Johansson e o ex-zagueiro Sigge Parling, que ainda se recorda da sensação que teve diante do mito Pelé:
"Quando Pelé marcou o quinto gol do Brasil, eu não queria mais marcá-lo. Só tinha vontade de aplaudi-lo.



Por outro lado, outro atacante sueco da final de 58, Kurt Hamrin, revelou não ter ficado tão impressionado assim com o camisa 10 brasileiro.

"Didi era o melhor. Primeiro, Didi. Em segundo lugar, Nilton Santos. Em terceiro, Bellini. Pelé era muito jovem e percebemos que iria se transformar em um grande jogador, mas na Copa de 58 ele não era o melhor. Depois, Pelé se transformou em um lendário jogador, e na minha opinião ele é a pessoa que mais fez pelo futebol na condição de embaixador do esporte", disse Hamrin, que hoje vive em Florença, na Itália – onde chegou a jogar em cinco clubes, incluindo Juventus, Fiorentina e A.C. Milan.

Já para o "rei do futebol", Pelé, a lembrança mais marcante daquele dia da final foi o encontro com o rei sueco, Carl Gustaf XVI:
"O que mais me impressionou foi que o rei desceu ao gramado para apertar a minha mão. Foi a primeira vez que um rei me cumprimentou", disse Pelé, que assim como Garrincha tinha começado a Copa de 1958 no banco dos reservas e terminado, aos prantos, como ídolo.



"O nome Råsunda nunca vai morrer no Brasil", proclamou o rei do futebol.

Ao entrar no gramado nesta terça-feira, Zito se surpreendeu:
"O estádio parece que foi feito de novo. Está novíssimo", disse ele, que divide com Pelé um dos momentos mais marcantes do dia da final de 58: "Foi quando o rei me abraçou".

Friends Arena

De Råsunda, os jogadores foram levados para conhecer a Friends Arena, o novo estádio que substituirá o antigo campo de 58.

"O novo estádio é fantástico. Pena que estou velho demais para jogar em uma catedral do futebol como essa", disse o ex-atacante Kurt Hamrin à BBC Brasil.




Em 1958, a final da Copa terminou com a torcida sueca aplaudindo a seleção brasileira, num Råsunda lotado por 50 mil pessoas.

Em torno do estádio nesta terça-feira, bandeirinhas comemorativas decoram as ruas com os dizeres "Suécia e Brasil, último duelo da seleção no Estádio Råsunda". Nesta quarta-feira, Brasil e Suécia se enfrentam em Råsunda numa espécie de reprise da final de 58, antes de o estádio ser demolido no ano que vem.

Segundo a Federação Sueca de futebol, praticamente todos os 33 mil ingressos para o amistoso já foram vendidos.




Único sobrevivente do Comitê Organizador da Copa daquele ano, Bengt Ågren de 82 anos, relembrou o dia da final.

"Eram seis horas da manhã quando me ligaram do (estádio de) Råsunda, e avisaram: está chovendo. Havia dois centímetros de chuva no gramado, tudo estava molhado. Falei um palavrão naquela hora. Havíamos tido 22 dias de sol, e justamente naquele dia, na final contra o Brasil, chovia. Mandamos gente às pressas para retirar a água. Mas quando a partida começou, a chuva tinha parado", diz

Ele conta que os suecos torciam por um milagre:
"Já era quase inacreditável termos chegado à final da Copa. Então, todos esperavam que um milagre pudesse acontecer: a Suécia vencer o Brasil."



Bengt lembra que o comitê sueco da Copa chegou a vaticinar a vitória brasileira, antes de a Suécia ter se classificado para a final:
"Eu e o restante do comitê sueco assistimos à semifinal entre Brasil e França (com placar de 5 a 2 para o Brasil), que em minha opinião foi a melhor partida de todas. No final, nós todos dissemos: os brasileiros vão vencer a Copa", conta Bengt.

Naquele momento, segundo ele, a seleção sueca disputava a semifinal contra a Alemanha em Gotemburgo, que garantiria a vaga na final contra o Brasil.

No dia da final em Råsunda, alguns jogadores estavam nervosos, lembra Bengt:

"Já outros, que haviam conquistado o terceiro lugar na Copa de 1950 no Brasil, eram mais experientes, estavam mais confiantes. Para o povo da Suécia, já tinha sido uma façanha ver a nossa seleção chegar à final. Mas havia esperança, entre todos nós."



Entre as tantas memórias daquele dia de 58, uma das que mais marcou tanto Kurt Hamrin como Bengt Åre foi a euforia brasileira:
"A imensa felicidade dos jogadores do Brasil, correndo em volta do estádio com uma enorme bandeira sueca, é inesquecível. Depois disso, Råsunda virou um lugar sagrado para o Brasil", disse Bengt Åre.

"Me entristece saber que Råsunda será demolido. Mas entendo que é necessário ter uma nova arena", pondera.


Tanta história junta nessa foto😉

VÍDEO
 

domingo, 21 de junho de 2020

Torneio de Paris: Santos FC goleou o campeão europeu por 6 x 3, em 15 de junho de 1961

Torneio de Paris: em 15 de junho de 1961, 
Santos FC goleou o campeão europeu por 6 x 3

1ª página do jornal "A Gazeta esportiva" de 16 de junho de 1961

Por Gabriel Pierin

No dia 15 de junho de 1961, quinta-feira à noite, o Santos goleava o Benfica, campeão português e europeu, por 6 a 3 e garantia a taça do Torneio de Paris pela segunda vez consecutiva. Um duelo com muitos gols entre o Santos FC do Rei Pelé e o Benfica do estreante Eusébio.

Jogado por quatro equipes, o Torneio de Paris convidava credenciadas equipes estrangeiras para uma disputa contra grandes times da França. Na estreia, diante de 40 mil pessoas, em jogo eletrizante, o Santos vencera o Racing, da França, por 5 a 4, e o Benfica passara pelo Anderlecht, da Bélgica, por 3 a 2.

Jornal da época com a reportagem sobre
os 5 x 4 entre o Santos e o Racing
Um ano depois de ter conquistado pela primeira vez o torneio parisiense, o Santos garantia novamente a vaga para a final. Para conquistar o bicampeonato a equipe brasileira tinha um grande desafio pela frente.

Apenas duas semanas antes do confronto, o Benfica sagrara-se campeão europeu. Além de melhor equipe da Europa, naquela noite, contra o temido Santos, o técnico húngaro Béla Guttmann faria estrear o moçambicano Eusébio, que já vinha para o time de Lisboa com a fama de ser um atacante fora de série.

Manchete de um jornal brasileiro da época com reportagem da UPI.

O técnico Lula escalou o time com uma formação que incluía o ataque mágico: Laércio, Mauro e Décio Brito; Getúlio, Brandão e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Béla Guttmann armou o Benfica com Barroca, Mário João, Germano e Ângelo (Mendes); Neto e Cruz; José Augusto, Santana (Eusébio), Águas, Coluna e Cavem.

O Santos foi implacável no primeiro tempo, abrindo uma vantagem de 4 a 0. O primeiro gol saiu dos pés de Lima aos seis minutos, após uma troca de passes com Coutinho. Aos 24, Pelé aproveitou uma cobrança de escanteio e finalizou de cabeça. Quatro minutos se passaram, Pelé avançou da intermediária para o ataque driblando todos os adversários e cruzou para Coutinho completar, também de cabeça. O quarto veio com a marca do ponta-esquerda, Pepe. O atacante chutou forte uma cobrança de falta sem chance para o goleiro.

O Santos FC voltou para o segundo tempo parecendo que ia repetir o feito. Logo aos quatro minutos da 2ª parte, Pelé comandou o ataque e deu passe para Pepe marcar seu segundo gol, o quinto para o time brasileiro.

Mas o Santos parou por aí. Acomodados, os brasileiros deram chance para o Benfica se reorganizar. O atacante moçambicano Eusébio substituiu Santana e incendiou o jogo. A jovem promessa de apenas 19 anos, que estreava no time português, confirmou a fama de goleador e marcou três gols na sequência.

Na opinião do jornal L'Equipe, o jogo entre o Santos FC e o Benfica foi a disputa extra-oficial do título mundial, na manchete do jornal brasileiro "A Gazeta Esportiva"
O Benfica poderia ter encostado no marcador. Eusébio ainda sofreu um pênalti e a cobrança foi desperdiçada. Augusto chutou mal e Laércio defendeu a penalidade. No final do jogo, o Santos confirmou sua superioridade de forma irrefutável. Aos 43 minutos, Pelé fintou toda a defesa do Benfica e tocou na saída do goleiro.

Diante de 40 000 torcedores que lotaram o Parc des Princes, o árbitro Pierre Achinte apitou o final da partida, confirmando o bicampeonato do Torneio de Paris para os brasileiros.

A MELHOR EQUIPE DO MUNDO, diz a foto do jornal "L'EQUIPE" em 1961

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

As estrelas de hoje conseguiriam sobreviver sem a proteção da FIFA e suas afiliadas?

Aqui Pelé recebe uma das muitas entradas violentas das quais ele
foi vítima durante a sua carreira. O adversário continuou em campo.
As estrelas do futebol de hoje conseguiriam sobreviver sem a proteção da FIFA, UEFA, COMENBOL e todas as outras afiliadas?

O futebol de hoje em dia é bastante vigiado com muito cuidado por 30 câmaras de TV, nada escapa aos olhos do slow-motion em super HD. 

E para que a verdade esportiva seja cumprida com rigor e imparcialidade, foi criado o VAR, para ajudar o árbitro em lances polêmicos ou em jogadas ilegais que o árbitro não consegiu ver em tempo real, que prejudicaram uma equipe em benefício do adversário.

Hoje em dia, os árbitros assinalam falta em lances que na época em que Pelé jogava nunca eram assinalados. Por vezes, o jogador leva cartão amarelo ( e às vezes cartão vermelho ) por simplesmente puxar a camisa do adversário. Hoje em dia, o último defensor que cometa falta no jogador adversário que vai sozinho em direção à baliza leva cartão vermelho.

Em 1970, um jogador uruguaio entra com os dois pés
nas pernas de Pelé. O uruguaio continuou em campo.
Na época em que Pelé jogava, muitas vezes a tática do adversário era cometer uma falta violenta logo no início do jogo, para tentar lesionar seriamente o melhor jogador do time adversário e assim tirá-lo de campo. 

Porque nesta época era muito raro o árbitro expulsar alguém do campo na primeira entrada violenta sobre o adversário. Não existiam os cartões amarelo e vermelho, nem haviam substituições. 

Apenas a partir da Copa do Mundo de 1970 é que os cartões e as substituições entraram em vigor.

Pelé era rápido, era esguio, era muito forte fisicamente, mas muitas vezes não conseguiu escapar da violência com que os seus marcadores o "brindavam". 

Talvez seja por esta razão que atualmente Pelé já não consegue estar de pé. 
Foram 2 décadas sempre tentando fugir da violência dos defensores adversários.
Foram 2 décadas levando porrada nas pernas sem a proteção que a FIFA oferece aos grandes astros do futebol de hoje em dia.


Já havia escrito sobre este assunto AQUI  onde mostrei os vídeos de dois verdadeiros craques, Zico e Maradona, que foram vítimas de extrema violência, além das poucas imagens registradas em vídeo onde Pelé é atingido de forma desleal por adversários.

As estrelas do futebol de hoje conseguiriam sobreviver sem as 30 câmaras de TV em HD? 
Sem cartões amarelos e vermelhos? 
Sem substituições?
Sem o Vídeo Árbitro?
Sem as punições da FIFA sobre a violência no futebol hoje em dia?

Jogadores como Cristiano Ronaldo, que são fortes fisicamente, talvez conseguissem, mas tenho dúvidas de que brilhariam tanto como hoje. 

E jogadores como Messi e Neymar, não tão fortes fisicamente, quanto tempo iriam aguentar? 

Pelé aguentou e...brilhou.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Antes de Pelé, o número 10 era apenas....um número:-)

Antes de Pelé, o número 10 era apenas....um número:-)

Um erro da CBD (na época Confederação Braseileira de Desportos ), que deu origem à CBF ( Confederação Brasileira de Futebol ), quase eliminou o Brasil de sua sexta Copa do Mundo sem, ao menos, entrar em campo. A entidade deixou de dar número aos jogadores no prazo previsto pela organização do Mundial, fato que poderia desclassificar a equipe. Sobrou, então, para o representante do Uruguai, sr. Vilizio, ordenar a numeração, considerada “esdrúxula” pelo jornal A Gazeta Esportiva.

O goleiro Gilmar, por exemplo, ficou com a camisa nº 3. Garrincha, que habitualmente jogava com a camisa 7, jogou com a 11. E Pelé, que tinha apenas 17 anos e, apesar de grande promessa, ainda não era o Rei do Futebol, herdou a camisa 10, número que a partir daí ficaria marcado para sempre como símbolo de craque do time.

Em sua primeira Copa do Mundo, Pelé só entraria em campo no terceiro jogo. Antes de embarcar para o campeonato, em um amistoso contra o Corinthians, no Pacaembu, o adolescente jogador do Santos FC sentiu uma entrada dura de uma defesa durante um jogo treino, e ficou afastado dos gramados. Por isso, assistiu das arquibancadas à vitória em cima da Áustria na estreia e o empate sem gols com a Inglaterra.

“Eu fiquei de fora, mas, para mim, tudo era novidade. Era uma Copa do Mundo”, relembra, em entrevista exclusiva à Gazeta Press. Mas era sua hora de brilhar.

Com o número 10 nas costas e chuteira no pé, fez sua tradicional oração antes de entrar no Estádio Ullevi, em Gotemburgo. Era 15 de junho de 1958, 60 anos depois, Pelé relembra com carinho de sua estreia em Copas do Mundo. 



“Apesar de eu ser o jogador mais jovem da Copa, com 17 anos, eu pensava muito no povo brasileiro e na minha família. Estava muito confiante”, conta.


Foi a primeira vez de Pelé e Garrincha, em campo, juntos, defendendo a camisa verde e amarelo. Vitória brasileira, com dois gols de Vavá, o segundo, com passe de Pelé.

“Mas a Seleção não era só Garrincha e Vavá. Toda a nossa equipe estava muito confiante”, lembra o Rei. Saíram ovacionados e os jornais de todo País destacavam o bom futebol do novato, que impressionava os mais fortes rivais.


Antes de Pelé o número 10 era apenas um número. Depois de Pelé, a camisa 10 passou a ser a camisa mais cobiçada, e geralmente usada pelo melhor jogador da equipe, usada por alguns dos melhores da História. 



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