FILME PELÉ ETERNO

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A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Há 47 anos Pelé marcava o milésimo gol! Pelé conta como foi!


Em 19 de novembro de 1969, no mesmo dia em que homem chegou á Lua, Pelé marcou contra o Vasco da Gama, no Maracanã, e dedicou o milésimo gol à todas as crianças!


Nesta mesma data é "comemorada" na cidade de Santos o DIA PELÉ! 
Lei nº 1393 do vereador Gilberto Tayfour, foi aprovada em 22/06/1995 pelo prefeito Davi Capistrano! 



Há 47 anos Pelé marcava o milésimo gol! Pelé conta como foi!
Ao fim do vídeo, uma homenagem ao milésimo gol, um busto foi entregue pelo governador Abreu Sodré em nome do povo paulista em cerimonia realizada no Palácio do Governo!

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Há 45 anos, Pelé marcava o seu milésimo gol! (Vídeo exclusivo da Santos FC TV)

Extraído da SANTOS TV e do FACEBOOK do REI



CAPAS DE JORNAIS



Capa do Jornal O DIA

Bilhete do jogo





Parece que foi ontem...

sábado, 15 de novembro de 2014

O dia em que as chuteiras do gol 1.000 de Pelé foram parar numa lixeira

Extraído do GLOBOESPORTE.GLOBO.COM

O dia em que as chuteiras do gol 1.000 de Pelé foram parar numa lixeira

Chuteiras do Rei do Futebol foram confundidas com as chuteiras de um 'fotógrafo' da editoria de fotografia de um tradicional jornal carioca

Por Márcio MaráRio de Janeiro
Precisou o Rei do Futebol chegar aos 70 anos para uma gafe bem divertida - que poderia ter tido um desfecho nada agradável -, cometida por um profissional da imprensa, vir à tona. Por algumas horas, uma das grandes joias de Pelé, as chuteiras usadas na noite em que marcou o milésimo gol de sua carreira, no Maracanã, em partida contra o Vasco, foram parar, por engano... na lixeira de um tradicional jornal carioca. Foram confundidas com as de um funcionário qualquer da editoria de fotografia do Jornal do Brasil. E, não fosse a ação rápida do próprio autor da "façanha", teriam virado sucata.
Veja abaixo, em quadrinhos a saga das chuteiras do Rei

PS:para melhor visualizar o desenho acima, clique AQUI
O "salvador da pátria", que por pouco não virou o vilão da história, foi Jorge Odilar, 45 anos, hoje coordenador da fotografia do "Jornal do Brasil". Na época, ele chefiava o laboratório. Botava ordem. Gostava de tudo organizado. Em 1990, numa quarta-feira à tarde, dia da semana em que os fotógrafos participavam do tradiconal jogo de futebol amador entre eles no bairro da Lagoa à noite, tudo parecia tranquilo até um par de chuteiras em estado ruim chegar em cima da mesa do editor de fotografia.
- Quando eu cheguei, estavam lá, jogadas na mesa. Os fotógrafos tinham mania de deixar tudo espalhado no dia em que jogavam futebol. Largavam bolsa, uniforme, tudo de qualquer maneira... Eu cansava de pedir para eles não fazerem aquilo. Naquele dia, não aguentei: aquelas chuteiras estavam bem velhas, sujas, contorcidas. Como ninguém apareceu para pegá-las, joguei na cesta do lixo.

O tempo passou até que entrou na sala o editor de fotografia, Rogério Reis.

- Jorge, você viu por aí aquelas chuteiras que estavam em cima da mesa?

- Não, vi não. Por quê?
- disse o chefe do laboratório, já prevendo o pior.
chuteira do milésimo gol de peléChuteira estava no jornal para produção de fotos de matéria numa revista (Foto: Agência Estado)


- Oh não. São as chuteiras que o Pelé usou quando marcou o milésimo gol. Vamos produzir umas fotos no estúdio para uma matéria na revista de Domingo. Precisamos encontrá-las.
A resposta do editor teve o efeito de uma bomba atômica para Odilar, que gelou mais ainda ao olhar para a cesta de lixo onde jogou as chuteiras e não encontrá-las. E antes que o pavor de não resolver a questão o imobilizasse, tratou de agir rapidamente. A sede do jornal, na época, era em um gigantesco prédio da Avenida Brasil, na zona portuária do Rio.
- Desci e fui para o pátio do lixo. Tinha que ver no contentor de lixo. As pessoas que passavam me viam mexendo e gritavam "O que que tá fazendo aí, maluco?". Eu continuava procurando...
pelé marca seu milésimo gol e busca a bola na rede, vasco x santosNo Vasco x Santos do Maracanã. em 1969, Pelé marca seu milésimo gol de pênalti com a chuteira que, 21 anos depois, desapareceria por algumas horas na redação de um jornal carioca (Foto: Agência Estado)
Mas a chuteira não apareceu. Apavorado, o chefe do laboratório subiu já prevendo o pior: a demissão. Mas teve uma última ideia. Lembrou que no fundo do laboratório, onde se encontravam os produtos químicos para revelação, costumavam ficar uns sacos de lixo amarrados, antes de irem para o contentor de lixo. Odilar entrou rapidamente, desamarrou-os e começou a busca incessante. A desculpa, para o pessoal todo, é que procurava um filme que havia desparecido. O final foi feliz.

- Ali, finalmente, encontrei as chuteiras, mas não disse nada para ninguém. Limpei as chuteiras e botei debaixo da mesa do Rogério. Mais tarde, me perguntou se eu tinha encontrado. Aí eu falei pra dar uma olhada na sala dele que o fotógrafo poderia ter colocado por lá num lugar que não tivesse procurado. Ele foi, encontrou e ficou tudo resolvido. Mas só agora vai ficar sabendo da verdadeira história - disse, às gargalhadas, pelo telefone.

AQUI ABAIXO, A DIVERTIDA HISTÓRIA EM INGLÊS

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O 1000º GOL DE PELÉ - por Nelson Rodrigues


Nélson Rodrigues, o PAPA
da crônica esportiva brasileira.
O GOL 1000

Amigos, a cidade tem 5 milhões de habitantes, talvez mais. Pois esses 5 milhões deviam estar presentes, anteontem, no Estádio Mário Filho para ver o milésimo gol de Pelé *. 

Dirão os idiotas da objetividade que o ex-Maracanã comporta, no máximo, 250 mil pessoas. Mas os que não pudessem entrar ficariam do lado de fora, atracados ao radinho de pilha e chupando laranjas. O que acho incrível e, sobretudo, indesculpável é que alguém, vivo ou morto, pudesse ficar indiferente à mais linda festa do futebol brasileiro em todos os tempos. Sim, os vivos deviam sair de suas casas e os mortos de suas tumbas. 

Viva a mulher bonita, que não faltou. Só as feias não apareceram. Não sei se sabem que o sublime crioulo fascina a mulher bonita. As mais lindas garotas estavam lá. Mas falei em festa do futebol e, realmente, foi muito mais do que isso. Era uma festa nacional, a festa do povo, a festa do homem.

Na fila dos elevadores, o meu primeiro olhar descobriu a grã-fina das narinas de cadáver. Vocês entendem? Ela continua não sabendo quem é a bola. Mas o que a magnetizava era Pelé como homem, mito e herói. Bem sabemos que futebol é um esforço coletivo. São os times que ganham, perdem ou empatam. 



Selo comemorativo
dos 1000 gols
Mas no caso de Pelé, foi um só. Só ele marcou os mil gols. Nunca se viu nada parecido no mundo. É uma glória maravilhosamente individual, maravilhosamente solitária. Some-se a isto os gols que ele deu na bandeja, gols dos quais ele foi o co-autor, ou melhor, foi mais autor do que o autor. Um passe genial vale como um gol. Muitos lamentam que tenha sido de pênalti. Meu Deus do céu, e daí? Na sua penetração fulminante, tinha batido toda a defesa adversária. Ia entrar com bola e tudo. E sofreu o pênalti. Não foi um companheiro, mas ele próprio quem foi derrubado. Não queria cobrar.

Mas seus companheiros fizeram uma greve linda contra opênalti. Ninguém tocaria na bola. E, então, 100 mil pessoas, na gigantesca cadência coral, começaram a exigir: — “Pelé, Pelé, Pelé!”.Uma das que mais se esganiçavam era a grã-fina das narinas de cadáver. Uma louríssima suspirou, arrebatada: — “Com esse eu me casava!”.Mas vejam como o grande acontecimento tem a paisagem própria. Como já escrevi, Austerlitz não podia ser disputada num galinheiro. Foi isso que eu disse, quando o Santos jogou no campo do Esporte Clube Bahia. É óbvio que, depois do Estádio Mário Filho, todos os campos pequenos se tornaram galinheiros irremediáveis. O Pacaembu, por exemplo, é um galinheiro.

O campo do Botafogo, do Fluminense, do Parque Antártica, e centenas, milhares de outros campos obsoletos, são outros tantos galinheiros. É aqui e, repito, é no Estado Mário Filho que Pelé teve os seus grandes dias e as suas grandes noites. O próprio crioulo sabe que é muito mais amado aqui do que em São Paulo. Quando a bola foi colocada na marca do pênalti, criou-se um suspense colossal no estádio. O meu colega e amigo Villas-Bôas Corrêa, que não tem nada de passional, estava comovido da cabeça aos sapatos. A louríssima, por mim citada, sentia-se cada vez mais noiva de Pelé. O marido, ao lado, parecia concordar com o noivado e dar-lhe sua aprovação entusiástica. Eu não sei como dizer. 

Carimbo dos Correios

Mas estávamos todos crispados de uma emoção, um certo tipo de emoção, como não conhecíamos. Ao que íamos assistir já era História e já era Lenda. Imaginem alguém que fosse testemunha de Waterloo, ou da morte de César, ou sei lá. No ex-Maracanã, fez-se um silêncio ensurdecedor que toda acidade ouviu. No instante do chute, a coxa de Pelé tornou-se plástica, elástica, vital, como a anca de cavalo.

Mas havia alguém contracenando com ele no quinto ato da batalha. Era o formidável goleiro argentino Andrada. Em qualquer hipótese, ele ia se tornar uma figura histórica: — defendendo ou não. E quando Pelé estourou as redes, o Estádio Mário Filho voou pelos ares. Desde Pero Vaz de Caminha, nenhum brasileiro recebera apoteose tamanha. 


De repente, como patrícios do guerreiro, cada um de nós sentiu-se um pouco co-autor do feito. Pelé voou, arremessou-se dentro do gol. Agarrou e beijou a bola. E chorava, o divino crioulo. Cem mil pessoas, de pé, aplaudiam como na ópera. Depois, assistimos à volta olímpica. Pelé com a camisa do Vasco, Naquele momento éramos todos brasileiros como nunca, apaixonadamente brasileiros.

* Santos 2 x 1 Vasco da Gama, 19/11/1969, no Estádio Mário Filho. [O Globo, 21/11/1969] 




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