FILME PELÉ ETERNO

FILME PELÉ ETERNO
A prova definitiva de quem é o melhor jogador de sempre

terça-feira, 11 de março de 2014

Como é que ELE fez isso???Nunca vi nada igual, nem na PLAYSTATION:-))

"Na cabeça da maioria dos jogadores não passa nada no momento de fazer uma jogada. 
Na de Pelé passa um longametragem!!!"

Deve ser por coisas como essas nos 2 vídeos abaixo,
que o maior lateral esquerdo da história do futebol brasileiro e mundial,
o eterno craque recém falecido Nilton Santos, a Enciclopédia, uma vez disse a frase acima:-)

Eu já vi este vídeo inúmeras vezes, e ainda não consegui perceber como ELE trocou de pé 
com uma rapidez impressionante no início da jogada no meio-campo,
e depois dá um golpe de rins no adversário antes de oferecer o gol ao companheiro:-)



E aqui abaixo, passa por 5 adversários (eu disse 5 adversários!!!)
dentro da grande área (eu disse dentro da grande área!!!)
antes de...   ...metê-la lá dentro:-)



Deve ser por essas coisas que o grande Nilton Santos, Deus o tenha em bom lugar, disse aquilo...:-)

domingo, 9 de março de 2014

Revista SELECÇÕES DESPORTIVAS - Janeiro de 1978 - Portugal

Foi com muito gosto e bastante satisfação que recebi no meu mail este " verdadeiro tesouro" do 
Sr Armando Pinto, homem muito respeitado no universo do Futebol Clube do Porto,
a começar pelo Presidente, de quem é sempre convidado vip.

Sr Armando Pinto, tem um acervo imenso e ímpar sobre o clube, 
e o desporto português em geral, 
tendo inclusive coisas que nem o próprio clube possui em seu espólio.
Este post AQUI mostra a sua visita ao novo museu do FC Porto, onde há várias peças suas expostas, 
incluindo a foto de uma carta muito especial da sua coleção particular.

Este é o cabeçalho de um de seus blogs, o MEMÓRIA PORTISTA
Vale a pena conhecer o memoriaporto.blogspot.pt  e o longara.blogspot.pt
dos quais sou leitor assíduo e conhecer um pouco do esporte, esportistas 
e costumes do norte de Portugal, Felgueiras em particular, ao longo da história. 
Gentilmente, o Sr Armando digitalizou e enviou-me este exemplar da revista 
Selecções Desportivasde janeiro de 1978, com 5 páginas dedicadas a Pelé, 
ajudando a enriquecer ainda mais este espaço dedicado à vida e obra do Rei, 
dentro ou fora das 4 linhas.
Muito obrigado Sr Armando.

*Nota para a última página, com mais uma das muitas histórias do Rei (essa eu não conhecia), 
que aconteceu no Harlem, famoso bairro negro de Nova Iorque, 
onde Pelé em uma "jogada genial", mais uma vez driblou tudo e todos:-)




sexta-feira, 7 de março de 2014

Fuga para a Vitória: Luz, Câmara, AÇÃO!!!OK, não precisa repetir, foi simplesmente PERFEITO!!!

Foi com essas palavras que John Huston,
diretor de Fuga para a Vitória se dirigiu a Pelé, após terem acabado de filmar a célebre cena
da magistral bicicleta no fim do filme.
Bastou um único take e a cena ficou pronta.

Quem já viu o filme Fuga Para a Vitória, 
viu no fim a emocionante bicicleta de Pelé, 
de levantar qualquer estádio em qualquer lugar do mundo.

Pois bem, não foi truque de filmagem, nem edição de várias imagens, a bicicleta foi mesmo à vera, 
em tempo real e em um único take, 
filmada por várias câmaras em vários ângulos.

Além de Huston, o antigo jogador do Liverpool e da seleção escocesa, John Wark, 
que também participou do filme e assistiu à cena bem de pertinho, conta a mesma coisa, além de outras curiosidades durante as filmagens.


Nos anos 80
John Wark fez 771 jogos de futebol pelo Ipswich, Liverpool e Middlesbrough, venceu o PFA Jogador do Ano em 1981, conquistou a Taça UEFA com Ipswich no mesmo ano e jogou no Mundial 1982.
Hoje o antigo meio-campo admite que é mais susceptível de ser reconhecido pelo seu papel na tela grande do que pela sua carreira.
Wark em campo fazia parte da equipe de aliados no filme cult Fuga para a Vitória e admite que é difícil imaginar que ele estaria falando sobre isso cerca de 25 anos depois.
"Algumas semanas atrás, eu estava andando na rua e meu celular tocou,'', lembrou." Alguém disse ao telefone "você está na TV " e eu pensei 'diabos, o que eu fiz? '.
Então, eles me disseram que era sobre o filme, após um jogo amistoso entre lendas da Inglaterra e Alemanha. "Para ser honesto, eu acho que um monte de gente se lembra de mim pelo filme e não pela minha carreira de jogador ."
John Wark marca Sócrates na Copa do Mundo de 1982 na Espanha
Joguei futebol por 25 anos, mas ninguém menciona que ganhei o prêmio PFA em 1981 Tudo que eu vejo é "você estava em Fuga para a Vitória '' Ele acrescentou: "É inacreditável, realmente é, tanto tempo depois e ainda está sendo exibido e agora vai sair em DVD..."
"Foi realmente um grande momento fazer isso. Foi o melhor verão que eu já tive. Nem todo mundo tem a chance de jogar com Pelé e foi uma verdadeira alegria de estar com ele. Ele tinha acabado de fazer 40 anos, mas ele certamente ainda tinha alguma coisa e ainda estava em forma.
"Quando ele chegou nós estávamos em êxtase. Ele é uma lenda, provavelmente o melhor jogador de futebol que o mundo já viu. Mas depois que você começa a conhecê-lo bem, ele é um grande homem ".




















Fuga para a Vitória é o filme que traz jogadores de futebol e estrelas de Hollywood juntas.
Michael Caine assume o papel de John Colby, um defensor do West Ham United, cuja carreira foi interrompida pela guerra, Max von Sydow o oficial nazista que instiga o jogo e Sylvester Stallone como Hatch, o Yankee POW, cujo único objetivo é escapar do acampamento, e acaba como goleiro. E com sorte. E enquanto os futebolistas - Ossie Ardiles, Bobby Moore, Mike Summerbee e Wark entre eles - misturavam-se livremente com os atores, houve um que se manteve um pouco distante.
Stallone, que chegou na Hungria para as filmagens após o seu grande sucesso com Rocky. 

"Ele chegou com seguranças e guarda-costas e costumava ir a Paris no fim de semana quando não estávamos filmando'', disse Wark." Eu acho que foi um grande momento para ele depois de Rocky.''
John Wark, de bigode ao  lado de Sylvester Stallone
Wark não foi o único jogador Ipswich a participar. Russell Osman era um companheiro da equipe dos Aliados, enquanto Laurie Sivell, Kevin O'Callaghan, Robin Turner Paul Cooper e Kevin Beattie todos tinham papéis dentro e fora da tela.Metade do Ipswich Town, foi transportado temporariamente para Budapeste.
 "Um cara na indústria cinematográfica conhecia Bobby Robson,'' disse Wark."Ele chegou e perguntou se algum de nós queria participar de um filme. Eu e mais quatro colocamos as mãos para cima."
E foi apenas porque não estávamos fazendo nada naquele verão. Nós realmente não sabíamos o quão grande ia ser o filme até que chegamos na Hungria.
Michael Caine e Pelé numa cena do filme
"Só quando chegamos lá e estavam Sir Michael Caine e Pelé aparecendo é que percebemos que a coisa ia ser grande. Pensávamos que estávamos indo para lá apenas para o futebol, então eles começaram a distribuir os scripts e assim foi.

"Foi um pouco assustador nas primeiras vezes à frente das câmeras, mas estivemos lá por cinco semanas em torno das câmeras e filmagens para nos familiarizarmos com elas." Se não estávamos envolvidos nas filmagens, estávamos fortemente envolvidos nas cenas de futebol, para acostumarmos cada vez mais com as câmeras."
 "Acho que os jogadores provavelmente renderam mais a atuar com atores do que os atores para o futebol e eu acho que Stallone não tinha jeito nenhum pra isso.Ele queria escrito no script que ele marcaria o gol da vitória no final!
Stallone pensava que o goleiro era quem mais fazia gols num time de futebol:-)
"Tiveram que lhe dizer que os goleiros são para evitar gols e raramente vão ao ataque para fazer gols.Ele por fim se convenceu, e realmente não sabia mesmo nada sobre futebol.''
Stallone pode ter reclamado, mas é justo dizer que Pelé (Luis Fernandez no filme) nunca o fazia. 
Uma das imagens definitivas do filme é quando ele faz o pontapé de bicicleta.
No filme, ele vai em direção à meta, dribla um alemão entre as pernas, com "costelas quebradas", ele avança, passa a bola e recebe um cruzamento de Terry Brady (Bobby Moore) 
e empata o jogo em 4 x 4.

Wark disse:"Levou apenas um take para Pelé fazer o gol de bicicleta.Para a maioria de nós, teria de ter pelo menos dez tentativas e mesmo isso poderia não ter sido o suficiente. Ele fez logo da primeira vez. Acho que é por isso que ele é Pele.''



Filmado no Estádio MTK de Budapeste, Wark jogou o primeiro tempo, mas é visto no banco durante todo o segundo período, após a lesão.
"O jogo em si foi jogado contra uma equipe da primeira divisão húngara, por isso era mais realista, 
e os atores foram cortados no filme final,'' disse ele." Eu fiquei machucado contra eles e você me vê sentado no banco com Pelé a maior parte do jogo, porque eu não estava apto.
"Eu acabei de voltar para Ipswich e perdi as primeiras semanas de treinamento da pré-temporada por causa disso.''
John Wark hoje
No seu livro de memórias, em outra reportagem, 
John Wark também cita mais detalhes destas filmagens:

"Eu não percebi o quão grande o filme ia ser até que chegamos lá e Bobby Moore e Pelé estavam esperando por nós. Eram bons rapazes, e sentávamos no hotel e tomávamos um bom número de bebidas todas as noites.

Pelé tinha 40 anos na época, e eu não podia acreditar que as habilidades que ele tinha com uma bola. Quando ele marcou o pontapé de bicicleta que você vê no filme, ele fez isso em um take.


Pelé exibindo a sua habilidade durante as filmagens
"Eu era 15 anos mais jovem do que ele, no auge da minha carreira, e teria levado dezenas de takes para eu acertar. Os caras do cinema não perceberam o significado daquilo, mas todos os jogadores do filme ficaram lá, em reverência.



"Eu só tinha duas linhas em todo o filme e eles foram dublados porque sentiram que os espectadores não seriam capazes de compreender o meu sotaque de Glasgow. Eu não teria me importado, mas eu só descobri quando fui assistir a estréia.

A BICICLETA SENSACIONAL

Mais neste blog sobre o filme Fuga para a Vitória AQUI e AQUI
e vale mesmo a pena conhecer a incrível e emocionante história verídica 
do time de futebol que inspirou esse filme AQUI

Nota:Os dois textos acima foram reduzidos por mim e neles estão apenas as partes em que o ex-jogador escocês se refere ao filme e seus atores.
Para quem se interessar em ler tudo, os textos originais completos em inglês estão  AQUI AQUI 

quinta-feira, 6 de março de 2014

"Simplesmente...Pelé" por Antero Greco


Simplesmente Pelé
Por Antero Grecco, no jornal Estado de São Paulo em 2013.

Pelé, primeiro e único Rei do Futebol, tem 73 anos e deixou os campos quase quatro décadas atrás.

Na fase derradeira de carreira gloriosa, ganhou uns milhões de dólares nos Estados Unidos; dinheiro para forrar o pé de meia. Mesmo após tanto tempo de aposentadoria, não sai de cena. Mais do que isso, ainda incomoda, como nos tempos em que era o terror e o encanto dos adversários.




Não passa semana sem que Pelé apareça na mídia, por publicidade ou por encontro com algum figurão ou por declaração polêmica. E tudo o que diz provoca barulho, proeza reservada só aos personagens realmente importantes, que contam.
Não os meteoros que surgem e desaparecem num estalar de dedos. O mito é forte.

Mas virou moda, de uns anos para cá, buscar números, dentro de campo, que diminuam o que Pelé fez. Ou caçar afirmações que o desmereçam. 

Nunca é demais lembrar, que as proezas do Esportista do Século 20 foram obtidas em época sem marketing agressivo, sem tevês a cabo, muito menos mídias sociais, internet e outros babados tecnológicos. A lenda espalhou-se pela consistência dela mesmo, pelo extraordinário poder de sedução e magia de dribles, gols, carisma do astro.

Pelé, na prática, antecipou-se à globalização.

Pelé é cidadão do mundo, reverenciado por onde passa. O passaporte que apresenta, nas alfândegas, é o sorriso dele. E basta. O documento em papel não significa nada além de formalidade. Os carimbos são estampados com reverência e constrangimento dos agentes de imigração. 

Pelé provocou trégua numa guerra na África, para que facções inimigas pudessem ir ao estádio vê-lo em ação. Pelé teve expulsão revogada, em amistoso nas Américas, por pressão da torcida, que não admitia sua saída. O juiz voltou atrás.

Aqui, no entanto, Pelé é desdenhado, muitas vezes ridicularizado. Desrespeitado e diminuído. Nota-se certo prazer mórbido em escarafunchar alguma estatística em que ele, supostamente, seja ultrapassado. Repare como, vira e mexe, aparece uma manchete dizendo que Fulano “fez o gol que Pelé não conseguiu” (em geral, antes do meio-campo). Pra ficar no superficial.

Pelé já foi cotejado com Di Stefano, Maradona e agora com Messi, para citar os mais famosos. Procuram-se aspectos em que estes craques sejam mais brilhantes do que o brasileiro. Dia desses, saiu que Cristiano Ronaldo está perto de igualar “recorde de gols de Pelé num ano”. Só que tal marca já havia sido estabelecida por Gerd Muller e Messi. Por que a referência a Pelé?

Em recente jogo com o Chile, um repórter de tevê notou que, se Robinho marcasse, superaria Pelé em gols em amistosos contra os vizinhos andinos! Robinho fez o gol, e o locutor ironizou. “Superou Pelé…”

No início dos anos 2000, um jornal descobriu que Robinho tinha início de carreira, no Santos, melhor do que Pelé. Puxa, nossa! Depois, que Neymar tinha aproveitamento melhor do que Pelé. E por aí vai… Um tédio só.

Lamentáveis as armadilhas que armam para Pelé. Por ser acessível, disponível, atencioso, paciente, constantemente cai em ratoeiras que lhe são armadas. Como não se nega a responder sobre o que quer que seja – não por empáfia, mas por simplicidade -, comete deslizes. Que na sequência, viram destaque na mídia e motivo de gozação. 

Mesmo assim, jamais foi grosseiro com imprensa. E poderia sê-lo, pois é o Rei. Acima de tudo, é Pelé – por isso não agride, não perde a linha, a altivez.

Não é preciso concordar com o pensamento de Pelé. Ele é incoerente, frágil, imperfeito. Tem medos e comete equívocos, como você, como eu, como o papa, como qualquer ser humano. Ainda bem. Mas é uma instituição, um herói nacional. E como tal deveria sempre ser tratado.

Um dos muitos exemplos mundo afora que demonstram que, quem é Rei nunca perde a majestade, aconteceu na estréia do Brasil na Copa de 2002 (e provavelmente acontece onde o Rei esteja presente ou seja convidado).

Foi distribuída uma lista na tribuna de honra com os nomes das autoridades presentes no estádio. Após o nome de cada um dos convidados vips, vinha uma série de referências, títulos, sobrenome completo...

O último nome da lista? “Pelé”. Nem nome, nem sobrenome, nem profissão, nada.
Simplesmente estava escrito "Pelé"...e só!


Nota do autor do blog:
E Pelé conseguiu... o que pouquíssimos seres humanos conseguiram:
reunir com sorrisos por breves momentos dois inimigos históricos (ou mortais).
Foi num jogo beneficiente na década de 90 em Roma na Itália, onde pediu para tirar uma fotografia com o histórico líder palestino Yasser Arafat (à esquerda de lenço)
e o então 1º ministro de Israel, Shimon Peres (último à direita), juntos!!!

Simplesmente...Pelé.

*Voce pode ver neste blog, o vídeo e a reportagem sobre esta foto acima  

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Professor Pelé


Muita gente não sabe, mas Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, é também
professor. 
Formado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santos, na década de 70, Pelé contou que Educação sempre foi uma prioridade em sua vida. 

O Diploma do Rei
“Quando mudei para Bauru, ainda criança, jogava nos times de rua da época. Mas meu pai me pegou um dia e disse que eu só ia jogar bola se fosse pra escola”, disse o rei na divulgação de um programa de educação esportiva que leva seu nome, o P.E.L.E (Programa Esportivo Lúdico Escolar).

Pelé no dia da formatura.À esquerda, o ex-goleiro Emerson Leão
Aos 17 anos, já era campeão do mundo com a seleção brasileira, campeão paulista pelo Santos, seu time de coração, e mesmo assim decidiu tirar o diploma do ensino superior. 

“Eu já era artilheiro e campeão pelo Santos e pelo Brasil, mas o professor Julio Mazzei (preparador físico do Santos na época) sempre dizia que eu precisava fazer uma faculdade. Foi aí que eu decidi fazer Educação Física”, disse Pelé.

O Rei também destacou a importância do estudo para os jogadores de futebol. 
Foto rara de Pelé prestando exame para entrar na
Faculdade de Educação Física de Santos.
“Tem atleta que acaba a carreira e não sabe o que fazer porque não teve base escolar. Infelizmente no Brasil é assim, temos que reverter esse quadro”, disse Pelé, que também dá conselhos para a garotada do Santos, inclusive para Neymar, revelação do alvinegro praiano envolvido em algumas polêmicas nos últimos meses. 

“Eu tive professores que me orientaram durante a vida e eu tento fazer isso com a molecada do Santos. Falei pro Neymar o quanto era importante cuidar da vida dele fora do futebol”.

Isto ajuda a explicar porque Pelé não manteve a incrível média de 50 gols por temporada entre 1971 e 1974: tinha que dividir o tempo entre ser pai de família, ser a estrela maior do Santos 
e ainda estudar pra ser doutor:-)


Pelé, o Soldado 201 Nascimento, nas Forças Armadas
Juntando isto ao tempo em que o Soldado 201 Nascimento teve que fazer o Serviço MIlitar obrigatórioé justo dizer que Pelé ficou "parado" pelo menos 2 anos:-) 

Mas ainda assim é o maior artilheiro da história do futebol e o jogador com mais títulos oficiais, 37, seguido do galês Ryan Giggs do Manchester United(ainda em atividade aos 40 anos de idade) com 36 e o já aposentado goleiro português Vítor Baía, ex-Porto e Barcelona, com 34.

O diploma e a foto da formatura foram entregues ao acervo do Santos Futebol Clube,
veja  AQUI   na reportagem do Globoesporte.

domingo, 2 de março de 2014

...DIZ A ELA QUE FOI O REI QUEM MANDOU!!!

   Esta versão da história é a mais detalhada. A data do jogo e a competição foram "gentilmente corrigidas" pelo PC Filho do excelente blog tricolor Jornalheiros

Jogando pelo Santos em 16/02/1963,  no Maracanã, 
contra o Vasco da Gama pelo Torneio Rio-São Paulo
Pelé foi protagonista de um caso interessante, segundo a crônica esportiva da época.


Pelé e Fontana

O Santos, sempre um timaço, verdadeira constelação de astros como Pelé, Dorval, Coutinho, Pepe, Mengálvio, Zito, Clodoaldo, Gilmar e outras feras, esbarrava na defesa do bom time do Vasco da Gama, integrada por Pedro Paulo, Ferreira, Brito, Fontana e Lourival. 

Brito e Fontana era a dupla de zaga do
Vasco e da seleção brasileira

Eram sempre destaque em revistas e jornais























O Brito e o Fontana, os dois "“xerifes"” do miolo de zaga, titulares absolutos da seleção brasileira, impunham o maior respeito aos atacantes, jogando duro mas com lealdade. 


Dizem que Fontana naquela época, além de fazer o tipo galã com muito sucesso entre as mulheres, também tinha a fama de "falastrão".

O Vasco ganhava a partida por 1 x 0, no primeiro tempo, e dava um show de bola no Santos.
E ao iniciar-se o segundo tempo o Santos partiu pra cima do Vasco como um rolo compressor, disposto a virar o jogo. 



Mas a defesa do Vasco da Gama estava firme como rocha, bem postada, sob o comando da dupla de gigantes, Brito e Fontana, os quais começaram a gozar o ataque santista, objetivando enervar Pelé, pois já haviam notado que neste jogo, as coisas não estavam dando certo para o Rei.


E quando o Vasco fez o 2º gol aos 25 minutos do 2º tempo, as provocações se intensificaram.

“- Brito, a minha mãe disse que o Rei vinha hoje no Maracanã e pediu-me para levar uma lembrança. 
Você viu algum “Rei” por aí? ...”, perguntava alto e sorridente o Fontana, buscando Pelé com olhar matreiro.
“- Não tou vendo ninguém de coroa, Fontana, não tô vendo não!”...respondeu Brito.

Aquilo foi mexendo com a fera, que saiu do meio e foi atuar pelo lado direito do campo, 
para atrair as marcações para si, e abrir espaços pelo meio e pela esquerda do ataque santista.
E as provocações não paravam:
- Então Brito, voce viu o Rei por aí?
-Vi não Fontana, vi não, acho que fugiu!

E o “Rei” se desdobrava, recuando, buscando jogo, tabelando com seus pares, driblando, chutando, fazia das tripas coração, mas as coisas continuavam não dando certo.

E faltando 5 minutos para o fim da partida, já calculando que o Vasco venceria o jogo, 
as provocações dos dois "xerifes" continuavam.
Um minuto depois, num ataque do time santista, 
o ponta esquerda Pepe pelo lado esquerdo,  viu Pelé do outro lado completamente livre
e fez um lançamento milimétrico pelo alto que Pelé emendou de primeira 
e estufou as redes do Vasco, diminuindo a diferença.

Faltavam ainda 3 minutos para jogar.

Mal recomeçou a partida, Pelé roubou a bola na sua própria intermediária, e saiu driblando tudo e todos que lhe apareceram pela frente, e entrou com bola e tudo, fazendo 2 x 2!

Aí foi ao fundo das redes, apanhou a pelota. Ao passar pelo Fontana, no meio do caminho, entregou-lhe a bola dizendo:
“- Toma aí, Fontana! Leva pra tua mãe e diz pra ela que foi o “Rei” quem mandou! ...”

Na reportagem abaixo feita na época pela revista VEJA
isto poderia ter afetado o ambiente da seleção para a Copa de 70.
O capitão do TRI, Carlos Alberto Torres, o "pequeno gigante" Wilson Piazza 
e o TRI Campeão Mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet
dão a sua versão desta história.


As conhecidas desavenças entre Pelé e o zagueiro Fontana quase desestabilizaram a concentração brasileira antes da Copa. 


  • O capitão Carlos Alberto Torres lembra até hoje de um dos episódios que deu origem a "inimizade".

Num jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo, Vasco da Gama e Santos se enfrentavam no Maracanã. Os torcedores acompanhavam um show de bola do time carioca, que vencia por 2 a 0. Em campo, Pelé, num dia menos inspirado, pouco produzia. 

Fontana resolveu tirar uma casquinha do jogador e perguntou para Brito, seu companheiro de zaga:
- Não falaram que nesse time do Santos jogava um cara que dizem que é rei?
- Pois é, mas parece que ele não veio jogar hoje, respondeu Brito.

Os dois caíram na gargalhada e repetiram a provocação muitas vezes ao longo do jogo. Do outro lado, Pelé ouvia as chacotas dos adversários. 

Faltando cinco minutos para o término da partida, Pelé, já irritado, marcou dois gols e empatou o jogo. Na segunda vez que chegou às redes, foi lá, pegou a bola e a entregou para o Fontana.
- Tá vendo essa bola? Entrega para a sua mãe e diz que foi um presente do rei.



  • Wilson Piazza, que acabou substituindo Fontana na Copa, relata um caso ocorrido durante os treinamentos, quando as históricas pendengas vieram à tona.
Num determinado dia, um dos reservas reclamava um lugar no time. Fontana, que ouvia as reclamações, disse para pedir ao Pelé, pois ele era o único do time que poderia escalá-lo. Na hora, Pelé, que se alongava ali do lado, retrucou: "Nunca escalei, nunca vou escalar"

À noite, quando a maioria dos jogadores já havia esquecido do episódio, 
Pelé convocou uma reunião depois do jantar e pediu a palavra:

- O clima aqui na seleção é maravilhoso e não sou eu quem vai estragá-lo, começou. Acho que alguns de vocês ouviram o que o Fontana disse no treino de hoje. 
Eu não gosto desse tipo de comentário. Quero que ele exponha aqui, na frente de todos, as diferenças que tem comigo.

Todos viraram em direção ao zagueiro - que permaneceu calado. O episódio serviu para unir ainda mais os jogadores.


  • Num programa de TV em 1997, o vascaíno Nélson Piquet encontrou Pelé e declarou: 
"Uma das poucas vezes que eu fui no Maracanã foi nesse jogo, em que estávamos ganhando de 2 a 0 e ele fez dois gols com o jogo quase no finzinho. Nesse dia eu acho que se encontrasse ele na minha frente, matava ele", disse o piloto entre risos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Rei e o Papa Bento XVI

Dos últímos 5 Papas, apenas João Paulo I não recebeu Pelé,
porque faleceu 1 mês após ter sido eleito, e o atual Papa Francisco.
Mas este já recebeu uma camisa autografada
entregue pela Presidente do Brasil, Dilma Roussef.


Papa João Paulo I















Bento XVI foi o 3º Papa a receber o Rei do futebol.

Em 2005, o Papa recebeu Pelé antes de uma missa cidade de Colônia, 
na Alemanha, onde foi realizada a 20ª Jornada Mundial da Juventude. 



A visita do brasileiro não estava agendada, mas aconteceu porque, 
segundo a igreja, como bom alemão, o papa gosta muito de futebol,
e como não pode receber o Rei em audiencia particular devido à agenda,
abriu uma "excessão". 


Na saída do encontro, Pelé se dizia feliz por conhecer Bento XVI. “Ele me pediu que transmitisse saudações à minha pátria, aos jogadores e aos jovens.”

Pelé foi a celebridade escolhida pela cidade de Colônia para ser o embaixador da
20ª Jornada Mundial da Juventude.

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