Milan foi um dos times que mais se empenhou para tentar contratar Pelé no início dos anos 1960. O histórico dos rossoneri com atacantes estrangeiros já era excelente, e Pelé seria a tentativa de manter essa tradição. As conversas se tornaram mais fortes em 1963, quando o Santos FC foi bicampeão da Libertadores e o Milan tinha acabado de conquistar a sua primeira Champions. No entanto, os dirigentes do Santos FC disseram não vendiam Pelé e os italianos ficaram justamente com o substituto de Pelé na Copa de 1962: Amarildo, o Possesso, que defendeu o clube por quatro anos.
Amarildo marcou época em San Siro.
Coincidência ou não, formando o ataque com outro concorrente de Pelé no ataque da Seleção: José Altafini, o Mazzola, que substituiu o Rei durante a primeira fase do Mundial de 1958. Enquanto os brasileiros brilhavam no ataque, o fantástico AC Milan de Luis Carniglia tinha uma excelente defesa liderada por Cesare Maldini, além do meio-campo técnico, com o ritmo ditado por Gianni Rivera e Giovanni Trapattoni.
Mas, ainda que Amarildo tenha sido ídolo, é bem possível que Pelé marcasse muito do que os 32 gols em 107 jogos que Amarildo marcou na Serie A italiana.
A primeira mudança na história aconteceria no Mundial Interclubes de 1963, em que os dois clubes se cruzaram. Amarildo e Pelé anotaram dois gols cada, mas quem venceu a taça foi o Santos. Já o sucesso do Milan diminuiu nas temporadas seguintes. Os rossoneri pararam diante do Real Madrid nas quartas de final da Champions de 1964, e só voltaram a conquistar a Serie A em 1968, mesmo ano em que venceram também a Recopa Europeia.
Era um time que continuava forte, mas que, como o Rei, daria um passo à frente para brigar com a Internazionale de Helenio Herrera.
Manchester
United - 1968
Em 2006, Pelé afirmou à imprensa inglesa que o Manchester United tentou contratá-lo em 1968.
As transferências internacionais dessas dimensões não eram tão comuns no futebol inglês durante aquela época. De qualquer forma, por mais que não tenham conseguido confirmar o rumor com ninguém, BBC e Guardian apontaram o negócio como factível – afinal, Matt Busby costumava guardar a sete chaves suas negociações.
Caso chegasse em Old Trafford, Pelé integraria um dos maiores times da história do United. Foi naquele ano que os Red Devils conquistaram a sua primeira Copa dos Campeões, goleando o Benfica por 4 a 1 no tempo extra da final. O camisa 10 iria compor uma linha de ataque mítica, atuando ao lado de Denis Law e do gênio George Best. Já no meio-campo, o Rei estaria bem resguardado pelos passes de Bobby Charlton e pelo "trabalho sujo" de Nobby Stiles.
E poderia tentar ampliar a hegemonia do time de Matt Busby, que não durou tanto tempo.
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| A dupla de ataque do Man United em 1968 seria Pelé e George Best. Já pensou? |
Eliminado nas semifinais da Copa dos Campeões de 1969, o clube entrou em declínio na década seguinte. Enquanto boa parte da geração envelhecia, George Best se perdia na boemia. O United só reconquistou o título inglês em 1992/93, com Alex Ferguson, e chegou a ser rebaixado para a segunda divisão em 1974. Por mais que Pelé se encaminhasse para o fim da carreira naquela época, tinha ótimas condições físicas para liderar os Red Devils no topo – e poderia chegar ao gol 1000 por lá mesmo.
👉Comentário do autor do blog:
Se Pelé seria ainda mais respeitado se tivesse tido na europa mesmo o sucesso que teve no Santos FC, isso nunca saberemos, mas uma coisa é certa:
na europa naquela época, os clubes jogavam apenas 3 competicões ( competições da UEFA, campeonato nacional e Taça nacional ), jogando uma média de 7 ou 8 jogos por mês.
O Santos de Pelé jogava pelo menos 4 competições ( campeonato estadual, campeonato nacional, Torneio Rio-São Paulo e Taça Libertadores da América), e no meio disto tudo, ainda viajava para fora do Brasil para fazer jogos amistosos (o Santos de Pelé visitou 59 países ), como uma espécie de Harlem Globetrotters do futebol, devido a imensa fama e popularidade que Pelé já tinha antes da globalização, internet ou facebook.
Pelé jogava mais ou menos uma média de 15 jogos por mês, sem contar com os jogos da Seleção Nacional Brasileira.
Seguindo esta lógica, se Pelé tivesse ido jogar na Europa e jogasse apenas 7 ou 8 jogos por mês, como por exemplo as lendas do futebol Di Stefano, Eusébio, Rivera, ou George Best jogavam, provavelmente o Rei seria ainda melhor...
...se é que isto é possível:-)
Reportagem Retirada👉 DAQUI